O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 04/04/2021
No Brasil, o comportamento de risco, principalmente pela banalização e desconhecimento do uso de preservativo, tem causado o aumento do número de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Esse panorama de contágio, o qual pode ser considerado endêmico, possui um público alvo mais específico, no caso a juventude, especialmente por se tratar de um grupo de pessoas que possui maior restrição de informações relacionadas ao ingresso da vida sexual e, além disso, a abordagem dessa prática, recorrente na vida desses jovens, ainda é considerada um tabu na sociedade brasileira.
Evidentemente, na fase da juventude, a qual é responsável por aflorar os desejos sexuais, os jovens estão propensos a cometerem variados erros ao iniciarem as relações íntimas com outros parceiros, sobretudo em razão de serem privados de informações primordiais para que se tornem adultos conscientes de seus próprios atos eróticos. Sob essa perspectiva, é valido mencionar a obra literária “Depois daquela viagem”, escrita por Valéria Polizzi, cuja narrativa, baseada na vida da autora, que é soropositiva desde aos 16 anos de idade, destaca como o desconhecimento em relação ao sexo e aos métodos contraceptivos podem acarretar em danos irreparáveis na vida de um adolescente. Diante desse contexto, salienta-se que a falta de instrução sobre o início dessa prática libidinosa pode ser catastrófica a vida de indivíduos que ainda não possuem discernimento sobre essa temática.
Em paralelo a isso, deve ser evidenciado que o sexo, na sociedade brasileira, ainda é um tabu e permanece restrito nos diálogos das camadas sociais, o que evidencia o quão crítico é esse empecilho.
Nesse aspecto, é notório que as barreiras de comunicação a respeito desse tema se iniciam por meio do próprio Estado, por exemplo, a decisão do atual presidente da república de interromper a circulação da caderneta de saúde do adolescente, que era distribuída nas unidades básicas de saúde e continha informações sobre puberdade, sexo seguro e gravidez na adolescência. Diante dessa má postura do chefe de governo, observa-se que a todo custo tentam barrar que os ideias sobre a prática de relações sexuais seguras sejam difundidas na sociedade, por serem considerados de cunho ideológico.
Portanto. Deve ser ressaltado que, na sociedade brasileira, há vários empecilhos para que, de fato, o sexo entre jovens possa se tornar seguro. Por isso, é fundamental a atuação do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação na promoção de “merchandisings sociais”, os quais terão por objetivo levar a pauta do sexo em diversas camadas da sociedade, por intermédio de campanhas publicitárias digitais, pela internet, e presenciais, realizadas em escolas e unidades básicas de saúde. Nesse sentido, a juventude estará bem instruída em referência de como se prevenir contra a contaminação de ISTs, uma vez que haverá a massificação dessas informações em toda a esfera social.