O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/04/2021

Em “Enquanto Houver Vida Viverei”, de Júlio Emílio Braz, observamos a mudança radical na vida do adolescente, Tinho, após contrair HIV, em uma transfusão de sangue. Este, começa a sofrer discriminação de parentes e amigos, contudo, a ficção imita a realidade, e essa é muito comum no Brasil. Muitos jovens, pela falta de conhecimento, acabam se contaminando, decorrente ainda do tabu relacionado à preservativos e vida sexual.

A desinformação das pessoas para com as DSTs, acarretam em ações preconceituosas, como na epidemia da Aids, na década de 80, que concretizou um estigma sobre os contagiados, marginalizando-os. A intolerância leva as pessoas a esconderem sua sorologia e a deixarem de fazer testes que detectam a presença de DST, contribuindo, assim, para o aumento.

Outrossim, o conservadorismo, no Brasil, afeta negativamente, uma possível vida sexual segura.  A ausência de diálogo sobre esses assuntos, com os responsáveis, evidencia o tabu a este, causado por diversos fatores, desde questões religiosas até preceitos sociais, restando assim, a escola cumprir o papel de informar.

Portanto, é de extrema importância que os veículos de informação, não conscietizem sobre preservativos apenas em datas comemorativas, como o Carnaval, e sim o ano todo, com o fito de banalizar de forma positiva e responsável, sobre as doenças sexualmente transmissíveis. Ademais, o Ministério da Educação, precisa orientar sobre o papel das escolas como ponte de informação, entre os jovens e os cuidados tanto nos atos sexuais, como com seringas, cortes, etc., aderindo assim a educação sexual.