O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/04/2021

Década de 80. Nessa época o Brasil estava permeado por campanhas e mais campanhas visando o combate de uma das mais assustadoras DSTs (doenças sexualemente transmissíveis) que já assolaram o país, a AIDS. Com o sucesso das campanhas e o controle da epidemia, a camisinha que antes era indispensável durante o sexo, caiu em desuso e as pessoas - em especial os jovens entre 15 e 29 anos - passaram a banalizar outras DSTs, cujos casos de contaminação vem crescendo no Brasil.

Pode-se mencionar que a principal responsável por tal banalização é a desinformação, pois atualmente com mais de 50% da população católica e conservadora, o sexo é um tabu no país e dessa forma muitos mitos e dúvidas circundam o assunto. Além disso, parte dos jovens se preocupam somente com os métodos contraceptivos, utilizando pílulas anticoncepcionais e colocando em segundo plano o papel da camisinha no combate as DSTs.

Em virtude disso, divergindo do restante do mundo, os casos de DSTs como a sífilis, algumas úlceras genitais e a própria AIDS vem aumentando novamente no Brasil, com quase 30 mil novos casos registrados pela Secretaria de Saúde. Tais males, além de lesarem seus portadores fisicamente, ainda geram traumas psicológicos sobre os mesmos, por conta da exclusão social gerada por algumas dessas doenças. Ademais, a rede de saúde pública se sobrecarrega, pois diversas DSTs necessitam de um tratamento a longo prazo.

Portanto, para que haja uma diminuição dos casos de DSTs no Brasil, faz-se necessário que o Ministério da Saúde invista em campanhas com modelos específicos para atingir o público jovem, feitas em seus principais meios de cominicação - as redes sociais - explicando sobre os perigos das DSTs e ressaltando a importância do uso da camisinha. Dessa forma, ao informar a população e sanar suas dúdivas relacionadas ao sexo, a camisinha será difundida novamente, havendo assim uma diminuição dos casos de tais doenças.