O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/05/2021
Criada pelos chineses há mais de três mil anos, a camisinha foi inicialmente fabricada por envoltórios de papel de seda untados com óleo. Comparado à versão atual, é notável o seu grande desenvolvimento ao longo dos anos. Concomitante, sua evolução é inversamente proporcional ao aumento de DSTs entre os jovens, que, mesmo sabendo seus benefícios, a deixam de lado.
Inúmeros são os motivos que levaram a esta alarmante situação, mas é importante ressaltar que o uso de pílulas anticoncepcionais e de outros métodos contraceptivos fez com que muitos jovens banalizassem o uso de preservativos - grande maioria tem mais receio de uma possível gravidez do que com a própria saúde. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que usar camisinha é o melhor jeito de evitar as DSTs, porém, 6 em cada 10 destes adolescentes não o utilizam.
Uma vez que a contaminação ocorra, e talvez se torne uma patalogia, é perceptível os danos físicos e sociais que os portadores destas doenças tendem a desenvolver ao longo da vida, visto que, são alvos de preconceito e exclusão social por parte da sociedade. A longo prazo, vale destacar o quanto o sistema de saúde poderá se sobrecarregar, pois o tratamento de uma DST é um processo de longa duração, e, às vezes, para toda vida.
Em virtude dos fatos mencionados, para haver uma queda nos números de jovens infectados é necessário a realização de palestras, campanhas - não apenas em épocas festivas e a inserção da educação sexual nas escolas. Tal ensino citado, deve concretizar-se a partir de uma interdiciplinaridade nas matérias de biologia e sociologia que deverão, respectivamente, abordar o conhecimento do próprio corpo e quebrar o tabu a cerca da sexualidade. Essas ações estabelecidas pelo Ministério da Saúde em parceria com as escolas terão a finalidade de construir no futuro uma população jovem mais consciente e responsável com si mesma e com o próximo.