O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 14/04/2021

Devido ao avanço da tecnologia e seus aperfeiçoamentos já é possível lidar com as DST’s (doenças sexualmente transmissíveis) que desde os tempos antigos afetam a população, esse tratamento se dá preventivamente por camisinhas e ativamente por meio de antibióticos que curam ou melhoram a qualidade de vida dos afetados - soros positivos -. Nesse bojo, urge estabelecer uma abordagem sobre o aumento de DSTs entre jovens brasileiros. Acerca disso, cabe analisar a negligência populacional para com essas doenças, bem como o preconceito negativo que impede a busca por mais informações relacionadas à saúde pessoal.

A princípio, nota se que o sucesso dos esforços para erradicação das DSTs nas décadas passadas gera, hoje, um quadro de negligência quanto a prevenção desse tipo de doença. Nessa temática, os anos 70,80 e 90 deixam evidente a acentuada problemática que as doenças sexualmente transmissíveis causavam à população, visto que muitos famosos morreram desse mal, como os cantores Renato Russo, Freddie Mercury e Cazuza. Hodiernamente, exemplos reais da consequência dessa enfermidade não são notados tão facilmente, por isso a sociedade atual menospreza os cuidados preventivos necessários, aumentando, dessa forma, o número de afetados pelas DSTs entre os jovens brasileiros.

Outrossim, o preconceito para com os soros positivos, infelizmente, leva as pessoas a evitarem a procura por testes, exames e tratamento dessas doenças. De acordo com a plataforma digital UOL, aproximadamente 75% da população brasileira nunca fez o teste de HIV. Assim sendo, fica explicito a evitabilidade da população por exames diagnosticadores de DSTs, ascendendo uma situação alarmante de acentuado número de pessoas potenciais transmissores de gonorreia, AIDS, sífilis, tricomoníase, HPV, entre outras. Dessa forma, devido a publicidade negativa e marginalização dos portadores de DST, uma grande parcela populacional evita saber sobre seu quadro de saúde atual, logo, medidas são necessárias para a manutenção da imagem dos soros positivos na sociedade atual.

Conclui-se, portanto, que práticas precisam ser impostas para a frear o aumento de DSTs entre os jovens. Sendo assim, urge ao Estado – agente assegurador de direito- a necessidade de educar a população por meio de propagandas e outdoors, com o fito de continuar a progressiva erradicação das DSTs proveniente dos séculos passados. Ademais, cabe às mídias- agente modelador de opinião- apresentar de forma mais positiva a realidade dos portadores de doenças sexualmente transmissíveis, por meio de patrocínio filmes, livros e series que aproxime a sociedade a esse grupo, com a finalidade de que esse assunto seja mais difundida e explicita dentro da sociedade e a tecnologia criada possa ser usada plenamente.