O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/04/2021
Durante as décadas de 80 e 90 um novo assunto inseriu-se no debate público no Brasil, as Doenças Sexualmente transmissíveis, até então um tema à margem da sociedade, começou a ganhar importante relevância quando se noticiou pela mídia a incidência dessas em figuras públicas e celebridades, como o cantor Cazuza que foi infectado pela AIDS. Nesse mesmo sentido, observa-se na contemporaneidade que apesar do aumento da difusão de informações seguras sobre as DST’s no meio social, como também, a evolução dos serviços de atendimento médico ao paciente, ainda assim, a contaminação entre os jovens tem tido crescimentos exponenciais, devido principalmente ao relaxamento dessa faixa etária frente ao uso recomendado dos meios de proteção, e o tabu estabelecido quanto a discussão do tema no convívio familiar e escolar. Em primeira análise, dados divulgados pelo Ministério da Saúde retratam que “Os casos de HIV no Brasil entre 2005 e 2015 tiveram aumento de mais de 100%”, estabelecendo portanto, uma escalada em âmbito nacional no número de casos. Assim sendo, observa-se que tal situação se desencadeia da gestão ineficiente das entidades públicas de saúde no que se refere à prevenção, proteção e recuperação da população frente às doenças venéreas, indo em desacordo com o artigo 196 da constituição, onde está previsto que a saúde é direito de todos e dever do estado. Ademais, pode-se correlacionar o aumento do número de casos com a banalização do uso de métodos contraceptivos pela juventude, uma vez que, essa está suscetível à desinformação e a ignorância por não receber um direcionamento correto a respeito da educação sexual. Em segunda análise, deve-se atentar aos efeitos causados pelas infecções e doenças tanto no organismo humano, quanto no espectro social. O acometimento dessas pelo indivíduo tente a torna-lo além de um potencial transmissor assintomático, um portados vulnerável à demais problemas, uma vez que, DST’s se não forem corretamente tratadas podem induzir a sérios efeitos crônicos, que incluem doenças neurológicas, relacionadas ao abalo psicológico sofrido pela pessoa portadora, doenças cardiovasculares, infertilidade, entre outros. Além disso, a alta transmissibilidade dessas enfermidades entre a sociedade como um todo, por não apresentarem uma cura em geral, mas somente um processo de recuperação contínua, levam à obstrução generalizada dos mecanismos de atendimento e tratamento ao público. Portanto, medidas se fazem necessárias para se diminuir a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens. É de responsabilidade do Ministério da Educação em parceria com ONG’s ligadas à questões juvenis, promover campanhas publicitárias e palestras de cunho educativo a respeito da construção de uma educação sexual responsável, adquirida desde o núcleo escolas e familiar, adotanto portanto, mecanismos linguísticos em que hajam identificação com o público-alvo, desta forma, estabelecendo-se conexão com a ética familiar, indo contra tabus preestabelecidos e incentivando a orientação frente aos meios de prevenção. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde por meio da destinação de mais verbas às secretarias de saúde, viabilizar a plena estruturação dos centros de atenção de saúde, sejam eles de alta ou baixa complexidade.