O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/04/2021

No desenrolar da cinematografia “Sex Education”, é retratada uma série de doenças sexualmente transmissíveis (Dsts) que contagiaram alguns adolescentes em uma escola. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista os negativos casos de patologias transmitidas durante as relações sexuais. Nesse sentido, esse negativo fator, que deve ser combatido por estar cada vez mais presente entre os jovens, provém não só da omissão do Estado, mas também, de uma falha educacional.     A princípio, cabe avaliar que a falta de ações, como campanhas de distribuições de camisinhas gratuitas para os jovens nas escolas, é um dos fatores que contribuem para a permanência das enfermidades adquiridas em relações sexuais. Tal feito demonstra uma quebra do Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma que o Estado deve assegurar os direitos dos cidadãos. Entretanto, o atual contexto mostra-se distante dessa realidade, pois diversos indivíduos não utilizam preservativos durante o sexo, dado que, em alguns casos, não possuem condições financeiras de comprarem camisinhas ou dispõe de entraves geográficos que dificultam o acesso aos postos públicos, os quais distribuem esses preventivos. Configurando, destarte, não somente uma incompatibilidade com a ideologia de Hobbes, como, da mesma forma, com a Constituição Federal a qual certifica aos indivíduos o direito à saúde, que não está sendo garantida para os adolescentes que escasseiam da utilização de preservativos.                                      Ademais, convém ressaltar que, no ambiente escolar, existe uma carência na abordagema educativa sexual, a qual evidencie a existência de patologias que podem ser disseminadas durante vínculos sexuais. Tal fato ocorre, porque, a Base Nacional Comum Curricular, geralmente, não apresenta uma disciplina que aborde essa temática. Segundo o educador Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, ou seja, podem proporcionar voos ou condições de alienação. Nesse contexto, os colégios funcionam como gaiolas, uma vez que permitem que os estudantes desconheçam o quão o uso de camisinhas é relevante, não só para evitar uma gravidez indesejada, mas também para não contrair Dsts, tendo em conta que elas podem ser extremamente danosas para a saúde dos cidadãos. Consequentemente, muitos jovens, por não utilizarem métodos de prevenção, contraem e repassam para mais pessoas essas nocivas doenças.                                                                                                                       Portanto, compete ao Ministério da Saúde - responsável pelos direitos nessa área - promover a disposição de verbas para a compra de preservativos. Isso deve ser feito por meio de uma parceria com o governo  e por ínterim de uma distribuição de camisinhas nas escolas. Essa ação possui a finalidade de aumentar o acesso aos métodos que previnem Dsts. Além disso, palestras precisam ser realizadas para alertar as pessoas a respeito dos prejuízos causados pelos atos sexuais sem proteções.