O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/04/2021

O combate às doenças sexualmente transmissíveis (DTS) no Brasil conta com o apoio de programas do governo desde a década de 80, que foram anos marcados pela epidemia da AIDS. Para tentar frear essa doença, investiu-se em campanhas piblicitárias que estimulavam o uso da camisinha, como também a distribuição da mesma, e dessa forma conseguiu-se chegar a uma estabilidade. Porém nos últimos anos há o aumento de casos entre os jovens brasileiros, o que reacendeu o debate acerca das falhas das campanhas passadas.

Primeiramente, cabe salientar que a publicidade informativa sobre as DSTs se tornaram sazonais, restritas a uma determinada época do ano, como o carnaval. Ademais não se investiu em educação sexual, o tema contínua sendo um tabu para a sociedade, que renegando a necessidade de instruir os jovens, os deixam descobrir a sexualidade sem as informações úteis para a sua proteção deixando-os vulneráveis às doenças. Portanto, é primordial que se reconheça que os jovens precisam de uma educação sexual que os ensine sobre o seu corpo, as suas transformações, e que também os informe das doenças que podem impactar as suas vidas e como podem se prevenirem.  Apesar da juventude não ter vivido os tempos fúnebres da Aids, o que os leva a não temerem a doença, tem que ser levado a esse público o quanto difícil é a vida de um aidético, como por exemplo:  os efeitos colateriais dos rémedios que tomam, o preconceito no seu cotidiano. É necessário alertar e prevenir.

Assim como a falta de instrução, faltam aos jovens o acesso real ao seu direito à saúde, apesar de ser um direito resguardado pela Constituição, dados do jornal o Globo afirma que os jovens só vão ao médicos quando estão extremanete doentes. Ou seja, a juventade não tem um acompanhamento médico regular, e como as DSTs, normalmente, só apresentam sintomas tempos depois de sua infecção, o diganóstico é retardo quando não é inexistente, o que acarreta em uma taxa de contaminação em progressão geométrica entre esse grupo que é mais sexualmente ativo.

Portanto, faz-se necessário e urgente que o Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação construam medidas publicitárias-informativas-educativas à respeito da educação sexual, nas escolas, centro comunitários, mídias sociais como também na rede de televisão, com uma linguagem jovem, para instruir e estimular os jovens quanto aos riscos e formas de se prevenir das DSTs.