O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/04/2021
As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que décadas atrás assolavam grande parte da população por desconhecerem tal impasse, na contemporaneidade é um dos temas que se tornou alvo de discussões. Nessa conjuntura, no Brasil, apesar dos avanços medicinais as taxas de contaminação se elevam e atingem principalmente os jovens. Nesse sentido, deve-se analisar não só a falta de esclarecimento por parte da população, como também a precariedade educacional. Logo, é evidente a urgência de soluções.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a falta de conhecimento sobre o tema. Nesse sentido, para Habermas, um dos importantes sociólogos da contemporaneidade, desenvolvedor da ‘’ Teoria de Ação Comunicativa’’ trata-se sobre a importância e o quão fundamental se faz a presença de comunicação para as relações sociais. Nessa conjuntura, na prática, há um desacordo com o sociólogo, visto que as doenças infecciosas são abominadas por grande parte da população brasileira e considerado como um tabu pela sociedade. Em decorrência disso, cada vez mais aumenta o índice de pessoas contaminadas. Em segundo lugar, é valido considerar a deficiência do sistema educativo. Nesse viés, para Paulo Freire, educador e filosofo brasileiro, em seu livro ‘’Demagogia do Oprimido’’, é abordado sobre o quão pertinente é a educação para as relações sociais. Entretanto, na prática, há um rompimento com a lógica proposta por Freire, uma vez que existe uma defasagem no ensino público e, com isso, nota-se a superficialidade em abordar as doenças transmissíveis, o que intensifica não só o crescente tabu ainda existe. Por conseguinte, a negligência das escolas gera indivíduos vulneráveis bem como possíveis disseminadores das doenças.
Portanto, faz-se necessário que os agentes sociais reavaliem medidas eficazes que combatam os impasses ocasionados pelas doenças sexualmente transmissíveis. Como forma de garantir isso, cabe ao Governo um significativo investimento para a Secretaria de Educação, para a criação de projetos nas escolas, acessíveis aos alunos, como também à comunidade, por meio de feiras educativas, com a finalidade de expor de forma pertinente o tema, a fim de contribuir para a desmistificação do tabu. Ademais, compete ainda a esse órgão estabelecer parceria com a mídia, por meio de investimento na divulgação de propagandas nos principais veículos de comunicação, para a conscientização em massa sobre o uso dos preservativos, por exemplo, salientar as consequências advindas e que são geradas pela falta de proteção. Desse modo, com a realização dessas medidas, ocorrerá a resolução do problema.