O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 11/05/2021
No desenrolar da cinematografia “Sex Education”, é retratada uma série de doenças sexualmente transmissíveis (Dsts) que contagiaram adolescentes em uma escola. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista os negativos casos de patologias que podem ser transmitidas durante as relações sexuais. Nesse sentido, esse negativo fator, que deve ser combatido, provém não só da influência das cinematografias, mas também de uma negativa construção cultural. A princípio, cabe avaliar a grande interferência dos filmes adultos no desuso de preservativos. Nesse contexto, a indústria cultural pronográfica, nas diversas filmagens exibidas em “sites”, retrata muitos atos sexuais sem o uso de camisinhas, de forma que, de acordo com o site “Tec Mundo”, o consumo de pornografia influencia o comportamento sexual dos jovens. Desse modo, essas atitudes que medidas de escassez de medidas que evitem o contágio de Dsts nos vídeos pornográficos incentivam várias pessoas a não fazerem uso de camisinhas nas relações sexuais, por desconsiderarem a importância dos preservativos para a prevenção de patologias, tendo em consideração que, por não ser utilizado nos filmes, a utilização pode ser vista como desnecessária. Logo, esse fator é nocivo, uma vez que ocasiona a diminuição do uso de preservativos e, consequentemente, uma maior disseminação das Dsts. Ademais, convém ressaltar a maneira que o olhar discriminatório da sociedade atrapalha a compra de preservativos pelos indivíduos femininos. Nesse âmbito, durante o período da Revolução Industrial, onde o patriarcalismo predominava, as mulheres só podiam realizar serviços domésticos, de modo que apenas os homens trabalhavam e faziam as compras para a casa. Dessa forma, esse sistema ainda está presente em algumas situações na sociedade contemporânea, por exemplo, quando as mulheres vão até farmácias para a realizar a compra da camisinhas e são envolvida por olhares de julgamento por estarem realizando uma obtenção que, para muitos, só pode ser realizada pela figura masculina. Portanto, é inadmissível que esses julgamentos perpetuem, tendo em conta que essas desagradáveis situações ocasionam o desprovimento de coragem das moças para comprarem preservativos, de modo que muitas, pela falta de camisinha, correrem o risco de se contaminarem com Dsts. Destarte, compete ao Ministério da Saúde - responsável pelos direitos nessa área - promover campanhas com o tema “todos juntos para combater a discriminação com as mulheres na compra de preservativos”. Isso deve ser feito por meio de uma parceria com o governo federal. Essa ação possui a finalidade de diminuir o julgamento de alguns indivíduos com as moças que compram camisinha, a fim de aumentar o uso desses preservativos nas relações sexuais. Além disso, esse Ministério deve realizar palestras nas escolas para alertar que a influência do desuso de preservativos é extremamente danosa.