O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/04/2021
As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) estão aumentando exponencialmente de ano a ano, principalmente entre os jovens brasileiros. Os dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo acusam que as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos. Todos os anos, o combate às DSTs são feitas, especialmente no período do Carnaval, quando a prática sexual fica em alta. Entretanto, os jovens não acatam as medidas de prevenção, contribuindo para a elevação da taxa das DSTs. Outro fator é a falta da educação sexual ou a sua ministração tardia nas escolas. Na maioria das escolas brasileiras, a educação sexual é lecionada apenas a partir do sétimo ou oitavo ano, pois se acredita que essa educação não é apropriada para os alunos dos anos inferiores por causa da pouca idade deles e do tema ser de “pessoas mais velhas”, sendo que é na adolescência que a puberdade começa e eles iniciam as relações sexuais. Concomitantemente, há escolas que não adicionam a educação sexual à grade curricular por considerarem-na inadequada. Além disso, os jovens veem o combate às DSTs como desnecessárias, argumentando que os preservativos atrapalham o prazer na relação sexual e acham improvável contraí-las, como mostra uma pesquisa do Ministério da Saúde: 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que usar camisinha é o melhor jeito de evitar HIV, mas mesmo assim, 6 em cada 10 destes adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual. Sendo assim, para combater às DSTs, é necessário que o Ministério da Saúde melhore as campanhas de prevenção com as tecnologias atuais, criando, por exemplo, aplicativo de conversa entre jovens e profissionais da saúde especializados na educação sexual, com o objetivo de tirar dúvidas e conscientizar a respeito, permitindo uma maior expansão das campanhas. Juntamente, o Ministério da Educação deve incorporar a educação sexual à grade curricular do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio de todas as escolas brasileiras e organizar reuniões com os pais para prevenir a falta de informação sobre e ajudar no combate às DSTs.