O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/04/2021

Apesar do desenvolvimento crescente de tecnologias que permitem tanto a prevenção quanto um melhor tratamento das doenças sexualmente tranmissíveis, observa-se que o número de contágio tem aumentado cada vez mais, principalmente entre os jovens brasileiros. Na série “Elite”, a jovem Marina contrai o vírus HIV em sua primeira relação sexual, por não usar preservativo, e acaba tendo que fazer uso de coqueteis para controlar o vírus. Porém, é mostrado durante a trama que mesmo tendo contraído o vírus a jovem continua não se preservando em outras relações, por acreditar que o antirretroviral não permite a transmissão. Assim, note-se que um dos grandes fatores que contribuem para essa alta na contaminação pelas DSTs é a desinformação sobre as formas de transmissão, preservação e consequências de doenças tais.

É evidente que o aumento de DSTs entre os jovens está diretamente ligado ao não uso de preservativo, entretanto, um outro fator se mostra intimamente ligado à esse problema: a concepção de novos métodos contraceptivos. Uma vez que os jovens não apresentam conhecimentos suficientes sobre os prejuízos de se contrair uma DST (sérios efeitos crônicos que incluem doenças neurológicas e cardiovasculares, infertilidade, gravidez ectópica, abortos), sua preocupação acaba voltada mais para a prevenção de uma gravidez indesejada. Com isso, métodos como a pílula anticoncepcional ou o DIU, que previnem apenas contra a gravidez, costumam ser escolhidos ao invés do preservativo, tanto que dados divulgados pelo Pcap em 2016 mostram que três quintos dos jovens entre 15 e 24 anos tiveram relações sexuais sem preservativo no ano anterior à publicação.

Ademais, percebe-se que assuntos relacionados à sexo são ainda um tabu para grande parte da sociedade, o que dificulta a disseminação de informações sobre o sexo seguro e efeitos de uma infecção sexualmente transmissível na vida dos jovens.

À vista disso, o ministério da saúde junto a portais midiáticos deve promover campanhas nos mais diversos canais de comunicação - TV, redes sociais, rádio - a fim informar toda a população brasileira da importância de se evitar DSTs e ISTs. Para mais, visto que os jovens são a parcela da sociedade que mais tem relações desprotegidos, cabe aos ministérios da saúde e educação se juntarem às escolas para oferecerem cursos de educação sexual à adolescentes para que estes adquiram os conhecimentos e consciência necessários a respeito deste assunto e assim haja uma diminuição nos casos de contaminação por DSTs.