O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/04/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do aumento de infecções sexualmente transmissíveis. Dessa forma, observa-se que esse problema reflete um cenário desafiador, seja em virtude do fato de serem doenças silenciosas, seja pela insuficiência na campanha de prevenção.

Primeiramente, o fato de algumas pessoas não apresentarem os sintomas das infecções, caracteriza um complexo dificultador na resolução da questão. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, essa mudança de compartamento acontece em razão da negligência no uso de preservativos somado aos fatores que tornam a doença assintomática por meses ou anos. Com isso, fica evidente o desconhecimento referente à educação sexual, já que a falta dessa instrução contribui para esse quadro deletério.

Além disso, é importante salientar a insuficiência nas campanhas como promotor do problema. Segundo o Jornal da Universidade de São Paulo, o medo e as possíveis mudanças na qualidade de vida dos infectados, os quais eram mostradas nas campanhas, deixou de ser interpretado como um empecilho entre os jovens. Dessa forma, é possível observar uma lacuna no sentido de modernizar o diálogo com esse público, já que as atuais informações transmitidas não estão resultando de uma maneira positiva.

Portanto, medidas são necessárias para resover esse impasse. Dessa forma, urge que o Ministério da Educação, inclua a “Educação Sexual” na Base Nacional Comum Curricular, para que possa ser trabalhado nas escolas por meio de palestras obrigatórias com profissionais capacitados como, infectologistas e enfermeiros, a questão das ISTs, abordando casos reais de pessoas que convivem com o vírus, com a finalidade intensificar à problematização das consequências através de casos reais.