O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/04/2021
Ao longo das últimas décadas do século XX, a AIDS, doença sexualmente transmissível, causou grande medo na população mundial devido ao crescente número de infectados e de mortes ocasionados por ela. Contudo, graças à ciência, medicamentos antirretrovirais foram produzidos, o que possibilitou o controle do vírus HIV e a vida mesmo após a infecção. Tal fato proporcionou que as novas gerações, as quais não viveram essa época de terror, banalizassem os males das DSTs e, com isso, parassem de se proteger, principalmente no que tange ao uso de camisinha.
Primeiramente, os jovens são iludidos pela falácia de que todas as DSTs são curáveis, o que os faz não entenderem a seriedade do problema. Nesse aspecto, o conceito de “banalização do mal”, de Hannah Arendt, mesmo que fora de sua contextualização histórica, pode ser assimilado, já que expressa que o mal se torna banal quando o homem age sem racicionar. Assim, o pouco uso do intelecto lógico do jovem a respeito do assunto em questão faz com que ele não pondere sobre essas doenças e suas consequências, mesmo havendo alto risco de prejudicar sua saúde por toda a vida, logo, ele as banaliza.
Consequentemente, o uso de métodos preservativos, como a camisinha, deixaram de ser um item primordial. Nessa perspectiva, como não há proteção, a tendência é de aumentar as infecções sexuais entre brasileiros, essa ideia é comprovada ao analisar-se o dado do Ministério da Saúde que revela os quase quarenta mil novos casos de AIDS registrados no Brasil apenas em 2016. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de maior informatização da população, para que ela possa desenvolver e agir por meio de seus próprios racícinios lógicos, entendendo os sérios malefícios ao seu organismo e possivelmente a sua qualidade vida, ao invés de depender de sensações como o medo ou ,no caso, pior, a falta dele.
Conclui-se que medidas são necessárias para que os jovens tenham acesso a informações seguras sobre a necessidade do uso de camisinha para prevenir DSTs e, então, pararem de banalizar a sua seriedade. Portanto, o Ministério da Educação deve, por meio de psicológos especializados em tratamento de crianças e jovens, promover aulas periódicas sobre educação sexual -na qual será explicado, por exemplo, quais são as principais DSTs, a gravidade delas e como previni-las- tendo a finalidade de desenvolver o racicínio próprio dessa geração e de incentivar o uso de preservativos, uma vez que o crescente número dessas infecções podem e devem ser previnidas, evitando, assim, o aumento crescente dos casos e uma possível nova pandemia como a da AIDS.