O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/05/2021
O desenvolvimento e a difusão de métodos contraceptivos foram, sem ressalvas, além de uma vitória para medicina, como meio de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, uma guinada nas liberdades individuais e, essencialmente, na emancipação das mulheres. Porém, com o passar dos anos, o temor da sociedade perante as DSTs ficaram órfãos de exemplos midiáticos, que outrora estampavam a gravidade dessas enfermidades de forma indireta.
Reflexo disso, é a ausência dos designados “heróis que morreram de overdose”, como Cazuza ou Renato Russo para citar exemplos nacionais. Que além do legado musical e artístico, deixavam o recado intrínseco que as loucuras de libertinagem sexual e drogas acarretavam no definhamento. Aliado à isso, como uma perversa ironia do destino, o relativo sucesso nas campanhas de combate contra a epidemia da HIV entre os anos de 1980 e 1990 e avanços no tratamentos dessas patologias, acarretaram na volta da irresponsabilidade na atividade sexual- marcada pela ausência de um medo que freasse tais atitudes.
Em suma, tais avanços e suas consequências práticas, são apenas objeto flagrante da ignorância comum da sociedade a cerca dessas enfermidades. Que maquiaram seus efeitos, como danos à fertilidade e ao sistema neurológico, além do vigente preconceito com os portadores dessas doenças. Ademais a dependência por longo período do assistencialismo do já sucateado SUS, só produz mais destinação de recurso e esforços para doenças que ja deveriam está parcialmente superadas.
Por fim, torna-se necessária a veiculação de campanhas de conscientização pelo Ministério da Sáude contra as patologias resultantes da prática sexual sem segurança. Em particular, adotando canais de comunicação mais acessíveis ao público mais acometido por estas mazelas, como as redes sociais- por exemplo. Aliado à isso, fazendo uso de personalidades midiáticas comuns aos jovens nessas campanhas. Evidenciando, sempre, os efeitos práticos dessas doenças, e os mecanismos de prevenção durante todo ano. Deste modo, dando fôlego ao sistema público de saúde já tão saturado.