O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/07/2024

Betinho, Cazuza, Renato Russo. Entre sociólogos, músicos e cidadãos comuns, o Brasil observou, ao final do século XXI, milhares de pessoas perderem suas vidas ou terem a saúde seriamente afetada por DSTs como AIDS e sífilis. E mesmo com avanços nas tecnologias de prevenção e tratamento, a sociedade ainda precisa conviver com os efeitos individuais e coletivos de tais doenças. Isso se deve, principalmente a dois fatores: a normalização de infecções graves, como o HIV, e a falta de informação de qualidade relativa à educação sexual.

Enquanto que os jovens dos anos 80 e 90 cresceram assistindo ao drama de muitos de seus ídolos e artistas preferidos com a epidemia de AIDS, os de hoje não conseguem mais enxergar tal perigo nesta enfermidade. Apesar de ter havido um positivo avanço nos tratamentos disponíveis, conferindo mais qualidade de vida aos acometidos por esta e outras doenças sexualmente transmissíveis, há ainda muita desinformação sobre a gravidade que elas podem representar. Tratamentos ao longo de toda uma vida, limitações de saúde e bem estar além de terríveis efeitos colaterais muitas vezes passam despercebidos pelos olhares mais inexperientes.

Mas essa desinformação não parece fazer muito sentido em tempos de popularização de tecnologias de informação e comunicação. Mesmo que a difusão de conhecimentos e fatos seja mais facilitada no contexto atual, nota-se estes nem sempre chegam acompanhados da qualidade necessária. Isso explica porque um país como o Brasil, um dos maiores consumidores de conteúdo sexual do mundo, ainda mantém tantos tabus e preconceitos sobre comportamento sexual e infecções venéras.

Portanto, formar uma sociedade capaz de entender os reais riscos que as DSTs continuam representando é a melhor maneira de combater os permanentes índices de infecções contabilizados entre os jovens. Para isso, o governo federal, através de seus ministérios da saúde e da educação podem elaborar campanhas que envolvam tanto educação sexual de qualidade nas escolas, quanto acesso fácil e rápido a métodos de prevenção, como preservativos masculinos e femininos, terapias de pré e pós exposição, e até mesmo vacinas de HPV.