O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/05/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê a todos os cidadãos brasileiros o direito à saúde, ao bem-estar social e à educação. No entanto, o que se observa na atualidade é que o índice de casos de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens vêm crescendo cada vez mais, fruto tanto da ineficiência estatal, quanto da falta de educação sexual em instituições pedagógicas. Nesse sentido, torna-se fundamental a discussão de determinados fatores diante desse quadro alarmante.

Primeiramente, é possível destacar a ineficiência estatal como um dificultador para a resolução do problema. Com isso, a série britânica “Sex Education” narra a vida do aluno Otis Milburn, o qual possui uma mãe sexóloga e, devido a isso, oferece aos seus colegas de escola esclarecimentos sobre questões sexuais, já que a escola e o Estado não proporcionavam tais conhecimentos. Portanto, apesar do avanço no desenvolvimento de métodos de prevenção, como a camisinha, pesquisa realizada pelo G1 aponta a deficiência de investimentos governamentais em campanhas que forneçam informações sobre o tema, o que revela grande negligência e desimportância perante a este relevante grupo social e a urgência de adoção de medidas que orientem os jovens para que situações como em “Sex Education” não ocorram no Brasil.

Ademais, há a influência da falta de educação sexual, a qual agrava significativamente a resolução de determinado problema. Nesse sentido, na Alemanha, é lei que todas as escolas, a partir do ensino primário, disponibilizem aulas sobre a vida sexual, as quais auxiliam os jovens a terem maior responsabilidade sobre a saúde sexual. Contudo, a realidade brasileira é totalmente oposta, já que, segundo estudo feito pela CNN Brasil, somente 27% dos jovens possuem acesso à educação sexual, o que demonstra enorme descaso escolar e, por consequência, priva os adolescentes de compreenderem de forma adequada sobre os métodos de profilaxia e a necessidade de consultar regularmente com ginecologistas/urologistas,.

Diante disso, é essencial a resolução do aumento de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros. Para tanto, é dever do Ministério da Educação, com o apoio do Ministério da Saúde, a criação de programas educacionais em escolas e faculdades que ensinem acerca de tais doenças e a necesssidade de terem relações sexuais seguras para a garantia de uma boa saúde sexual. Além disso, também é indispénsavel que esses eventos contem com a presença de professores e profissionais especialistas no assunto, como sexólogos, com a finalidade de que haja a democratização da educação sexual entre os jovens brasileiros. Com isso, somente assim, será possível o pleno cumprimento da Constituição Cidadã.