O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/05/2021
Os avanços tecnológicos do século xx proporcionaram uma série de avanços na medicina, de modo a surgirem anticoncepcionais e preservativos, bem como haver maior circulação de informações. Nesse sentido, as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) incidem em constante aumento entre os jovens brasileiros, apesar de tantos avanços. É necessário, portanto, analisar tal realidade de modo a identificar não só a desinformação, como também o estigma atrelado à esse entrave.
Em primeira instância, é válido ressaltar que esse tipo de conhecimento deve ser disseminado não só em campanhas temporárias, como também desde a pré-adolescência. Diante disso, é de interesse e responsabilidade constitucional do Estado garantir saúde e mecanismos de prevenção à essas doenças, para que não acarrete em graves consequências, não só ao indivíduo, como também aos custos financeiros do Sistema Único de Saúde, já que esses tratamentos, geralmente, são longos. Entretanto, isso não ocorre na prática, uma vez que os jovens estão cada vez mais desinformados de modo a contrair e disseminar DST’s. Para comprovar tal afirmativa, dados do Ministério da Saúde, afirmam que de 2014 para 2018, o taxa de infecções sexuais foi de 25 para 75,5 a cada 100 mil habitantes.
Ademais, diante do cenário supracitado, pode-se concluir que o diálogo sobre essa temática nas residência é escasso. Dessa forma, os jovens não possuem acesso à esse tipo de informação, de modo a criar barreiras mentais que culminam em preconceito, já que também não possuem acesso na escola. Desse modo, a banalização juntamente a alta incidência entre jovens, é ocasionada em virtude da faixa etária ser marcada por uma certa busca por prazer, como na antiguidade já foi proposta pela corrente filosófica Hedonista, juntamente à álcool e drogas que facilitam a cenário de descuido nas relações sexuais. É inadimissível, portanto, que essa temática seja um taboo na sociedade, haja vista que ela pode acarretar, muitas vezes, na morte do indivíduo, que poderia ter sido evitada , visto os avanços no âmbito da saúde.
Dante do entrave apresentado, conclui-se que medidas devem ser tomadas desde a pré-adolescência, devido a complexidade desse cenário. Logo, urge que o governo, por meio do Ministério da Educação, aumente a veiculação de informações acerca dessa temática desde o início da vida sexual dos indivíduos. Para que isso ocorra, deve-se instituir como obrigatória a disciplina de educação sexual na grade curricular das sétimas e oitavas séries, de modo a atrelar à disciplina de biologia e construir uma base de conhecimento acerca das possíveis doenças sexualmente trasmissíveis, através de aulas e palestras com profissionais, com intuito de diminuir a desproteção entre os jovens e melhorar os índices brasileiros, já que esses pré-adolescentes serão os adultos da próxima geração.