O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 09/05/2021
A pílula anticoncepcional se popularizou na sociedade brasileira a partir de 1962, com sua comercialização e acessebilidade. Na contemporaneidade, os jovens brasileiros passaram a se preocupar mais com os métodos contraceptivos em detrimento à prevenção de infecções (IST) e doenças sexualmente transmissíveis (DST), resultando no crescimento da contaminação entre os jovens. Nesse sentido, é imprescíndivel a discussão acerca das causas, bem como as consequências do aumento das prejudiciais ISTs e DSTs entre os jovens brasileiros e como a negligencia do Estado corrobora para a persistência desta problemática no país.
Primordialmente, a ascensão das pílulas anticoncepcionais no Brasil teve como consequência a banalização na utilização dos métodos de proteção. Como os jovens tinham como principal preocupação a gravidez indesejada, as infecções e doenças sexualmente transmissíveis passaram a deter um papel secundário, ou até mesmo foram esquecidos por essa parte da população brasileira. Nessa situação, os métodos de prevenção e diagnóstico a esse tipo de contaminação tornaram-se um tabu social, tranformando as pessoas que possuem tais infecções e doenças, objeto de preconceito.
Ademais, com a ampliação do número de transmissões entre os jovens devido a banalização de contraceptivos, há o aumento da pressão sobre os serviços públicos de saúde, que já sofrem em razão do sucateamento. Nesse contexto, as poucas campanhas midiáticas feitas pelo governo que, normalmente, só acontecem em períodos específicos do ano, perdem sua efetividade por não serem produzidas e acessíveis ao público jovem. Por isso, a ineficiência do Estado - tal qual revela a falta de preocupação em relação a essa problemática de saúde- causa o aumento dos gastos com o sistema público graças ao aumento de contaminações das ISTs e DSTs.
Portanto, para que atenue o número de contaminações de infecções e doenças sexualmente transmissíveis, é preciso que o Ministério da Saúde elabore campanhas midiáticas com a linguagem acessível e nos canais de comunicação populares entre essa parte da sociedade - aproximando as medidas estatais com a realidade destes- visando atingir com eficácia os jovens sobre a prevenção a infecções e doenças sexualmente transmissíveis e sua gravidade. Além disso, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova aulas em parceria com profissionais da saúde, sobre educação sexual nas escolas brasileiras. Assim, o Brasil quebrará o tabu social que envolve essa pauta, formando cidadãos conscientes sobre as infecções e doenças secualmente transmissíveis.