O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/05/2021

Clamídia, sífilis, herpes e Aids são alguns exemplos das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que crescem entre os jovens brasileiros, segundo pesquisas do jornal “Correio braziliense”. Esse quadro prejudicial à saúde é causado , principalmente, pela falta ou ausência de informação da juventude nacional acerca dessas enfermidades e que se agrava somado aos presentes problemas no sistema público de saúde do país.

Em primeiro plano, é notório pensar que a desinformação à respeito da infecção e desenvolvimento dessas doenças sexuais é uma das razões do aumento de doentes - de 15 a 24 anos- no território nacional. Tal como o representado na série canadense “Sex education”,  na qual inúmeros estudantes ficam assustados após um surto de clamídia, entretanto, ficam calmos após o personagem principal Otis, relatar e sanar as dúvidas de seus colegas quanto essa DST. Analogamente, na atualidade brasileira, o desconhecimento sobre essas enfermidades também provoca medo, como também outras consequências: mitos, estigmas e até preconceito. por exemplo: “o uso do preservativo só previne a grávidez”, no entanto, esse pensamento é errôneo, isso porque a camisinha evita a ISTs e posteriomente desevolvimento de doenças sexualmente transmissíveis. Nesse sentido, faz-se necessário informar a população dessa faixa etária, para assim se protegerem das DSTs.

Em segundo plano, é válido salientar que, acompanhado pela falta de noção ou miníma dos jovens, o Sistema Único de Saúde (SUS) apresentam diversos entraves que prejudicam ainda mais a saúde da juventude infectada. A título de exemplo, a canção “Sem saúde”, do rapper brasileiro, “Gabriel, o pensador” retrata a realidade dos hospitais, clínicas e postos de saúde gratuitos no país, que, em sua maioria, apresentam diversos impasses, entre eles, demora nos atendimentos e falta de médicos. Assim, conclui-se que, além de desenvolverem alguma dessas doenças, os jovens têm a chance diminuída de terem um tratamento eficiente, haja vista, ao longo tempo de espera nas consultas e escassez de profissionais da saúde.

Em suma, são necessárias medidas que combatam o aumento de DSTs entre a juventude brasileira. Por isso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, a criação de projetos - em escolas e faculdades- que visem orientar e educar os estudantes, de 15 à 24 anos, acerca das doenças sexualmente transmissíveis. Isso será feito por meio de palestras, com especialistas na área, com objetivo de sanar as dúvidas dos alunos e incentivar a como se proteger dessas enfermidades. Além disso, cabe ao Governo Federal, apartir da destinação de mais profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros, para assim diminuir o tempo de espera no atendimento do doente infectado.