O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 17/05/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um milhão de casos de doenças sexualmente transmissíveis são notificados por dia. No Brasil, infelizmente, o número de infectados por tais patologias aumentou significativamente nos últimos anos. Diante disso, cabe destacar que essa questão é resultado não só da negligência quanto ao uso de métodos contraceptivos mas também da atuação ineficiente do governo.
A princípio, convém ressaltar que o descaso em relação à utilização de proteção durante as relações sexuais é um entrave. Segundo pesquisa publicada pelo Ministério da Saúde, em 2016, aproximadamente de 36% dos jovens brasileiros, na faixa de 15 a 24 anos, não usavam a camisinha no ato sexual. Isso impede o controle efetivo dos casos de infecções transmissíveis, como o HIV. Diante disso, é evidente que a visão de indiferença quanto ao uso de preservativos deve ser combatida em todo território nacional.
Ademais, a ineficiência da esfera governamental dificulta a erradicação da problemática. Sob esse viés, a Constituição Federal de 1988 coloca o Estado como mediador de políticas públicas que visam à redução do risco de manifestação de doenças. Todavia, é perceptível que o poder público não garante a efetivação de tal direito ao, por exemplo, não criar campanhas de incentivo à utilização de anticonceptivos. Desse modo, é imprescindível que as autoridades revertam essa realidade no país.
Portanto, urge amenizar a elevação das DSTs na sociedade brasileira. Para tanto, o Ministério da Educação deve, em conjunto com o Ministério da Saúde, destacar a importância dos preservativos no ato sexual, a fim de reduzir o avanço das infecções entre os jovens. Tal ação precisa contar com a criação de publicações audiovisuais e palestras – com a presença de médicos e biólogos – nos centros de comunicação. Além disso, as ONGs necessitam alertar a população acerca dos riscos desencadeados pelo sexo desprotegido.