O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 14/05/2021

Os avanços tecnológicos do século xx proporcionaram uma série de descobrimentos na medicina, de modo a surgirem anticoncepcionais e preservativos, bem como haver maior circulação de informações. Nesse sentido, as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) incidem em constante aumento entre os jovens brasileiros, apesar de tantos avanços. É necessário, portanto, analise tal realidade de modo a identificar não só a desinformação, como também o estigma atrelado a esse entrave.

Em primeira instância, vale ressaltar que é de interesse e responsabilidade constitucional do Estado garantir saúde e mecanismos de prevenção a DST`s, como por exemplo: conhecimento básico sobre sexo, transmissão de doenças e acerca do uso de preservativo. Entretanto, isso não ocorre na prática, uma vez que os jovens estão cada vez mais desinformados de modo a contrair e disseminar DST’s. Para comprovar tal afirmativa, os dados do Ministério da Saúde, afirmam que de 2014 para 2018, os táxons de infecções provocadas por 25 para 75,5 a cada 100 mil habitantes. É inadimissível, portanto, que esse entrave seja recorrente na sociedade, haja vista o poder de acarretar, muitas vezes, na morte do indivíduo, que poderia ter sido evitada, visto os avanços no âmbito da saúde.

Ademais, diante do cenário supracitado, pode-se concluir que o diálogo sobre essa temática no dia a dia, em ambientes como escolas e residências, é escasso. Dessa forma, os jovens ficam cada vez mais distantes da informação, de modo a criar barreiras mentais que culminam em preconceito. Desse modo, as pessoas portadoras dessas doenças são estigmatizadas, além do incessante sentimento de vergonha, o que acarreta em pessoas a mercê da igualdade e dignidade. Outrossim, o cenário é agravado principalmente pela ridicularização na mídia ou ambientes de convivio social, causado por pessoas que não possuem conhecimento do perigo de suas ações, afastanto, ainda mais, as vítimas de uma vida normal, excluindo-as.

Diante do entrave apresentado, conclui-se que as medidas devem ser recuperadas desde a pré-adolescência, devido à complexidade desse cenário. Logo, urge que o governo, por meio do Ministério da Educação, aumente a veiculação de informações dessa temática desde o início da vida sexual dos desejados. Para que isso ocorra, , deve-se instituir como obrigatória a disciplina de educação sexual na grade curricular das sétimas e oitavas séries, de modo a atrelar à disciplina de biologia e construir uma base de conhecimento acerca das possíveis doenças sexualmente trasmissíveis, mediante a aulas e palestras com profissionais, com intuito de diminuir a desproteção entre os jovens e melhorar os índices brasileiros, já que esses pré-adolescentes serão os adultos da próxima geração.