O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/07/2021
É de extrema importância deixar claro que a terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas. Apesar de muitos acreditarem que IST é um problema atual, o Grupo de Incentivo á Vida (GIV) mostra através de seu site que em meados do século XVI, a disseminação das chamadas doenças venéreas (nome dado por fazer referência a sacerdotes do templo de Vênus que se prostituiam como forma de culto a Deusa do amor) assolavam a Europa e continuam aterrorizando o mundo, inclusive a juventude latinoamericana e os jovens brasileiros, até os dias de hoje.
Diante da ampla gama de jovens brasileiros infectados por ISTs, o estigma do diagnóstico sufoca a tentativa de qualquer pedido de ajuda, seja pela falta de diálogo dentro de casa ou o grande descaso do estado com a educação sexual nas escolas. Tem-se como prova da ignorância para com o assunto, dados do Boletim Epidemiológico que mostram aumento de 64,9% das ISTs entre jovens de 15 a 19 anos e de 74,8% para os de 20 a 24 anos, entre 2009 e 2019, no Brasil. Desse modo, a vergonha, fruto ignorância que vem como consequência da desatenção com os mesmos, faz com que o jovem perca o desejo de gozar da segurança e saúde que permanecem em locais onde apenas a informação é capaz de lhes proporcionar.
Na Europa do século XVI, o médico Gabrielle Fallopio (daí vem o nome “falo”, que quer dizer orgão reprodutor masculino) confeccionou o que descreveu como uma “bainha de tecido leve, sob medida, para proteção das doenças venéreas” e assim estaria sendo criada o que pode-se chamar de “primeira camisinha”, tecnologia que temos acesso até hoje. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam queda entre 2004 e 2013 no uso regular de camisinhas na faixa etária de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais como com parceiros fixos, o mesmo estudo indica que, quanto mais jovem, menos frequente é o uso da camisinha, um dos obstáculos que deixa os jovens mais distantes da camisinha é a falta comunicação direta, dificuldade de conciliar a ereção com a camisinha e não ter o preservativo na hora da relação.
Em virtude dos fatos anteriormente apresentados, faz-se necessária a implementação de campanhas em escolas e hospitais infantis de forma didádita - e lúdica para as crianças-, sobre tal assunto, através de orgãos públicos como o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação.