O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/06/2021

‘’Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra’’, trecho do escritor brasileiro Carlos Drummond Andrade, o qual pode ser atribuído atualmente, devido à existência de obstáculos na vida do ser humano. Dentre eles, cabe destacar o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre jovens brasileiros, ocasionado pela negligência governamental e precária educação sexual, impedindo o bem-estar social.

Primordialmente, destaca-se o Artigo 196 da Constituição Federal, o qual diz que o dever do Estado é garantir a redução do risco de doenças, porém, segundo o site Agência Brasil, a taxa de detecção da doença adquirida por 100 mil habitantes passou de 25, em 2014, para 75,8 em 2018, concluindo o não cumprimento desse artigo. Portanto, esse problema é causado pela falta de incentivo governamental em campanhas sociais de conscientização, visto que o Estado possui influência sobre a população, a qual deve ser direcionada por governantes sobre o que fazer para contribuir na diminuição dos casos. Sendo assim, a falta de campanhas para fazer o teste de HIV, por exemplo, causa aumento nos números de infectados, visto que ele tem grande papel na área da saúde, pois o diagnóstico precoce permite o início do tratamento e impede a transmissão do vírus.

Outrossim, aponta-se a educação sexual, com grande importância no combate contra o aumento das DSTs nos jovens brasileiros. Segundo o portal G1, em 2012, pesquisas apontam que 40% dos jovens do país acreditam que a camisinha não protege contra DSTs, revelando que a falta de informações da importância de se prevenir é motivo do aumento do número de casos dessas doenças, já que existem jovens que não usam preservativo. Diante disso, é notório a importância da educação sexual, a qual tem o papel de mostrar como se prevenir e os riscos de não utilizarem camisinha, ou seja, a falta de informações sobre o assunto é motivo dessa adversidade, pois, por mais que haja internet, aulas em escolas sobre esse assunto são mais seguras e eficientes, visto que serão apresentadas por profissionais da área.

Desse modo, deve haver uma intervenção diante desse cenário. Destarte, o Ministério da Educação deve investir em aulas e palestras sobre a importância de se prevenir e realizar o teste de HIV anualmente, através das verbas disponibilizadas pelo governo, sendo direcionadas a investimentos na educação. Portanto, essas aulas devem ocorrer nas escolas, a fim de informar os alunos sobre o assunto, e, assim, os casos de DSTs irão diminuir, cumprindo o Artigo 196 da Constituição Federal.