O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/06/2021

Muitos jovens iniciam uma vida sexual escondidos de seus responsáveis com medo de julgamentos, já que o assunto é tratado como um tabu na sociedade brasileira, o que pode gerar um sério problema de saúde pública. Uma vez que o assunto não é abordado, pode contribuir para a exposição de jovens à doenças sexualmente transmisíveis e desinformações sobre as mesmas, o que atrapalha os avanços obtidos pelos órgãos de saúde do país nas últimas décadas.

O apagamento histórico da crise de Aids ocorrida na década de 80, que vitimou milhares de pessoas ao redor do mundo, mostra que as DSTs não são tratadas pela sociedade com sua devida importância. Como a imagem sombria do período foi apenas substituída pelos avanços científicos que possibilitaram um tratamento para a doença e diminuição do número de casos, criou para as novas gerações uma visão superficial da doença e um pensamento de falsa proteção.

Essa noção supercial da realidade também afetou a relação dos mais novos com a camisinha, já que segundo dados de 2016, apenas 4 entre 10 jovens faziam uso do método contraceptivo. Isso mostra que, apesar dos esforços do Ministério da Saúde, muito mais precisa ser feito para conscientizar a população sobre a importância desse método contraceptivo e também sobre a de realização períodica exames de testagem para que o tratamento seja bem sucedido, caso necessário.

Portanto, a falta de debates que incentivam a proteção durante o sexo é responsável pelo aumento das DSTs no país. Para que o cenário mude as novas gerações devem receber aulas de biológia, no Ensino Médio, voltadas para a proteção durante o sexo, os perigos existentes e o tratamento das doenças. Além disso, o Ministério da Saúde deve reforçar as propagandas de conscientização e incrementar com informações para desestigmatizar o tratamento e a vida com a doença, para assim frear a ampliação dos dados nos próximos anos e o preconceito.