O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/06/2021
O livro “Você tem a vida inteira”, de Lucas Rocha, acompanha a vida de Henrique, o jovem é portador do vírus HIV (imunodeficiência humana) e, por consequência, suas relações sociais são drasticamente afetadas. Consoante a isso, a ficção torna-se realidade quando o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre jovens brasileiros é uma realidade e os portadores são condenados a sofrer seus efeitos. No que concerne a essa problemática, é impreterível realizar uma análise sócio-histórica acerca da presença crescente de infecções sexualmente transmissíveis no contexto do país.
A princípio, diversos fatores contribuem para o aumento de DSTs entre os jovens no Brasil, mas o preconceito associado à falta de informação são os principais, uma vez que a ausência de uma educação sexual efetiva ocasiona na falta de uso de métodos contraceptivos. Vale ressaltar, por exemplo, a série “Sex Education”, estreada na Netflix em 2019, a trama acompanha um grupo de adolescentes em que faz-se presente um cenário no qual educação sexual é discutida e, dessa forma, os índices de gravidez precoce e de infecções sexualmente transmissíveis são baixos. Então, é perceptível que a falta de informação é um obstáculo para diminuir a persistência do aumento de DSTs. Ademais, a Constituição Federal — promulgada em 1988 — assegura o direito ao bem-estar e à saúde para todos indivíduos. Entretanto, a falta de políticas públicas que busquem conscientizar e amparar os jovens evidencia a fragilidade desses direitos que outrora foram garantidos na Carta Magna, visto que o alto número de casos de doenças sexualmente transmissíveis é uma constante na comunidade. Nesse sentido, segundo dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids, entre 2009 e 2019, ocorreu um aumento de 64,9% de DSTs entre jovens de 15 a 19 anos. Logo, é nítido o crescimento de DSTs na juventude e observa-se a necessidade de ações que assegurem o bem-estar da população. Portanto, perante o pressuposto, é imprescindível a adoção de medidas que garantam um decréscimo do índice de DSTs entre os jovens brasileiros. Por isso, é dever do Ministério da Educação, por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), instituir debates, palestras e atividades lúdicas sobre educação sexual, a fim de orientar e conscientizar o público alvo. Somente assim, a ficção de Lucas Rocha não será mais uma realidade e a sociedade brasileira poderá usufruir de um bem-estar verdadeiro.