O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 22/07/2021

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de um milhão de pessoas contraem infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) todos os dias, sendo clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis as mais comuns. É evidente como, hodiernamente, os jovens são as maiores vítimas dessas infecções. Inicialmente, isso é fruto da falta de informação e do fato de esse assunto ainda ser considerado inapropriado. Nesse contexto, ao analisar os fatores supracitados, percebe-se que a problemática, além de ser uma realidade, tende a potencializar e agravar a imoralidade inata.

De início, entende-se que a falta de conhecimento é um fator crucial para a existência do entrave na sociedade, porque muitos adolescentes acabam não recebendo as devidas orientações e começam a vida sexual cedo e sem ter noção das complicações. Nesse viés, segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que o problema, lamentavelmente, já se tornou cotidiano e a população habituou-se a ele. Assim, em virtude dessa alienação, as ISTs entre jovens persistem no corpo social.

Ademais, a forma que a sociedade acha constrangedor falar sobre assuntos que envolvem sexualidade também dificulta a atenuação do impasse, em virtude, exclusivamente, do fato de que os estímulos para o sexo precoce estão cada vez mais presentes no cotidiano e, apesar de haver acesso à informações na internet, existem muitas inverdades, diante disso, é imprescindível a conversa entre pais e filhos. Conjuntamente, é possível constatar, a partir da literatura machadiana, que o homem é visto como um ser corrompido e sem princípios, no qual é imoral frente aos obstáculos. Desse modo, ao enxergar a permanência do aumento dos casos, compreende-se, inegavelmente, a existência dessa conduta passiva e ineficaz praticada pelo cidadão brasileiro, já que ele inclina-se a ser insignificante.

Faz-se necessária, portanto, a adoção de medidas que venham conter o aumento de ISTs entre jovens brasileiros. Por conseguinte, cabe ao governo, em parceria com o Ministério da Saúde, conscientizar a população sobre o aumento desse problema entre jovens, devem ser desenvolvidos projetos e campanhas publicitárias para que as pessoas não tenham mais vergonha e entendam a gravidade desse assunto. Paralelamente, o Ministério da Educação e escolas devem trabalhar juntos, realizando palestras nas escolas com um sexólogo e disponibilizando aulas de educação sexual, a fim de que desde cedo os jovens aprendam a não se sentirem desconfortáveis ao falar sobre esse tema. Somente assim, é possível que os índices diminuam e que a sociedade trate assuntos como esse com normalidade.