O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/06/2021

O Artigo 196 da Constituição Federal garante a saúde como direito de todo cidadão. No entanto, com o aumento das Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os jovens  esse preceito pode, infelizmente, não ocorrer . Isso é, hodiernamente muitos jovens tendem a não se preocupar  com os possíveis impactos, o que é um erro. A partir  disso, graves consequências podem ser criadas.

Em primeira análise, vale destacar que, lamentavelmente, grande parte dos jovens no país não se preocupam com as DSTs. Sob esse prisma, fato social na visão do filósofo Emille Durkhein pode ser entendido como uma maneira de agir e pensar em um grupo social. Nesse prisma, uma parte dos adolescentes acaba não utilizando preservativo, que segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS- é a principal forma de prevenção que pode ser relacionado a teoria do autor. Por exemplo, conforme o site Uol, 43, 4% não utilizam ‘‘camisinha’’ durante o ato sexual. Tal fato, possui como causa a não educação sexual na escola, junto com a banalização das doenças sexualmente transmissíveis. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde - MS- atenuar o dilema.

Outrossim, vale salientar que o aumento das DSTs nos jovens traz problemas para toda a sociedade. Em outras palavras, esse impacto é um problema de saúde pública que deve ser combatido. Nessa óptica, os investimentos estatais deveriam priorizar a prevenção das comorbidades. Nessa conjuntura, seria mais viável um combate contra a infecção pelo HPV- doença obtida pelo sexo sem proteção- do que o tratamento de um doente. Dado o exposto, o artigo 196 da Constituição federal não é efetivado. Nesse plano, o filósofo Zygmunt Bauman aponta o fenômeno da ‘‘Modernidade líquida’’ como característica da modernidade. Essa é entendida como as relações são frágeis e rápidas, ou seja, em alguns casos os adolescentes têm vários parceiros o que pode ser um grande dilema. Dessa maneira, o Estado deve reduzir os impactos.

Destarte, é fundamental o combate do aumento de DSTs entre os jovens brasileiros. Para isso, o MS- uma vez que a sua função é administrar a saúde- deve atuar na criação de campanhas para o uso de preservativos. Ele atuaria por meio de uma parceria com o Ministério da Educação que produzirá nas escolas, cursos, faculdades para a conscientização da prevenção. Com a finalidade de aumentar o índice de jovens que usam ‘‘camisinha’’ para um número maior do que o informado pelo site Uol.