O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/06/2021
AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Sífilis. Gonorreia. Os casos de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros, além dos exemplos já citados, crescem demasiadamente a cada dia. Isso decorre, especialmente, pela banalização do uso de contraceptivos e pela desinformação da população a respeito do assunto. Considerando os aspectos, cabe a nós analisarmos a situação perante outra perspectiva.
Diante desse cenário, é válido destacar que jovens abriram mão da proteção e ignoraram os males que as doenças podem trazer. Sob esse viés, o anatomista do século XVI, Gabriel Falopio, foi o responsável por criar o primeiro preservativo para tentar impedir o avanço da sífiles, principal DSTs da época. Indubitavelmente, A contribuição de Falopio foi altamente importante para a história da ciência, entretanto, a invenção - modificada com o tempo - continua sendo insuficiente para diminuir os casos atualmente, visto que a mediocrização sobre esse aspecto só aumenta.
Nesse sentido, é fundamental salientar que o preconceito e informações erradas contribuem para uma população ignorante e leiga. Certamente, isso é bem retratado em “Elite”, seriado estreado pela Netflix em 2018, quando uma das personagens principais, Marina, vive uma vida complicada e turbulenta após ser diagnosticada com HIV, além de sofrer com a pressão dos pais para esconder o acontecimento de seus amigos. Analogamente, é facilmente visível a barreira que há em nossa sociedade para compreendermos a real relevância e as horríveis consequências das DSTs.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para alcançarmos uma desaceleração no número de pessoas infectadas. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde, além de continuar distribuindo preservativos em postos públicos de saúde, desenvolver palestras com médicos, especialistas e educadores sexuais nas instituições de ensino de todo o Brasil, por meio de parcerias com o Ministério da Educação. Espera-se, com isso, jovens e adolescentes conscientes do perigo de doenças sexualmente transmissíveis.