O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/06/2021
Na série “Elite”, a personagem Marina esconde de todos que é portadora do vírus HIV, ela foi infectada por um ex-namorado. Além de lidar com as dificuldades da infecção, ela enfrenta todo o tabu, mitos e preconceito por seus familiares e amigos. Fora da ficção, o aumento das ISTs ( infecções sexualmente transmissíveis) entre os jovens é um problema crescente no Brasil, pautado pelo preconceito e desconhecimento. Diante dessa perspectiva, a ausência de conhecimento e a omissão governamental agravam a problemática.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a desinformação como um obstáculo. Nesse viés, no seriado “Sex Education”, o personagem Otis possui uma clínica clandestina de terapia sexual na escola, na segunda temporada é exposto a profunda incompreensão e preconcepção acerca das ISTs. Nesse sentido, a insciência além de gerar prejulgamentos resulta no aumento dessas infecções entre elas a herpes genital, clamídia, gonorreia, AIDS, sífilis e HPV. Por conseguinte, o aumento dessas doenças resultam em microrganismos mais resistentes aos tratamentos, além disso, grande parte das infecções não apresentam sintomas, por isso, a tendência de transmissão para terceiros é gradativamente maior. Logo, é inadmissível que esse cenário de ignorância com as ISTs continue a perdurar.
Ademais, é fundamental apontar a escassez de políticas públicas como impulsionador da questão no Brasil. Uma vez que, segundo as ideias do filósofo Thomas Hobbes, configura-se como uma violação da sua teoria de “contrato social”, já que o estado não cumpre com seu dever de garantir os serviços necessários para o bem-estar da população. Nessa linha de raciocínio, é necessário que o governo forneça conhecimento em relação as ISTs, caso ao contrário, sem declínio significativo no número de casos, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) serão afetados as faixas etárias entre 15 e 49 anos. A OMS ainda alertou que um indivíduo pode estar infectado por mais de uma infecção ao mesmo tempo ou contrair várias ao longo do ano.
Dessa forma, medidas são necessárias para combater esse impasse. Para isso, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde, por intermédio de verbas públicas, promover palestras anuais nas escolas sobre a educação sexual,- ainda serão feitas campanhas incentivando o uso de preservativos e explicando a causa e consequência das ISTs-, a fim de reduzir o número de infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros. Assim, se consolidará uma sociedade mais abrangente, na qual, o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Thomas Hobbes.