O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 25/06/2021
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Ministério da Saúde, a incidência de ISTs -infecções sexualmente transmissíveis- vêm aumentando sua prevalência entre os jovens brasileros nos últimos anos. Isso configura um quadro alarmante e paradoxal, pois em um mundo onde o acesso às informações têm sido facilido pela Revolução Técnico-Ciêntífica, os jovens apresentam um comportamento cada dia mais distoante do esperado, visto que não optam por usar preservativo, que é o principal método profilático contra esse tipo de doença.
Inicialmente, o tabu social sobre o sexo ocasiona a omissão dos responsáveis na educação sexual dos adolescentes. Sendo assim, os esteriótipos e a vergonha sobre o ato sexual se perpetuam, fazendo com que esses jovens deixem de usar a camisinha e optem pelo sexo desprotegido, na maior parte dos casos por estarem desinformados. Exemplo disso é o que ocorre na série “Sex Education”, onde os jovens de uma escola eram totalmente leigos sobre sexo, proteção e doenças e acabaram acreditando que estava acontecendo um surto de clamídia e que todos estavam sendo infectados pelo ar, o que é um erro grave, pois essa doença só é transmitida pelo ato sexual. Assim como o visto na ficção, a realidade dos jovens é rodeada de desinformação e “fake news” que devem ser desfeitos e os jovens possam aprender a se cuidar devidamente.
Sucessivamente à desinformação, acontece o ato sexual desprotegido e como as estatísticas demonstram os casos de ISTs em jovens têm aumentado. Essas doenças acabam causando diversos problemas na estrutura social. Eles começam na esfera particular, seja com os sintomas iniciais da doença que depois do diagnóstico podem passar também a um quadro de danos psicológicos, devido ao preconceito que muitos sofrem por possuírem DST, prejudicando a qualidade de vida da infectado. Em segundo a esfera pública é afetada, pois os tratamentos para as doenças sexuais em geral são caras, contínuas e em alguns casos por tempo indeterminado como acontece com a AIDS.
Diante dos problemas expostos, é importante que esse problema seja sanado antes que haja uma grande prevalência dessas doenças na sociedade brasileira, principalmente se tratando dos jovens. Portanto, para que essa situação seja contornada, é importante que o Ministério da Saúde comece campanhas voltadas ao público jovem sobre sexo seguro, mostrando a importância do uso de preservativos. Para isso, é importante o uso de canais de comunicação comum a eles, como as redes sociais e, aliado a isso, essas campanhas necessitam apresentar influenciadores que já fazem parte do cotidiano dessa juventude. Além disso, a inclusão de aulas de Educação Sexual no Ensino Médio brasileiro pode se tornar um bom aliado contra desinformações e quebras de tabus com os jovens.