O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/07/2021
“O meu prazer agora é risco de vida”, a letra de “Ideologia” canção do famoso cantor Cazuza, cita sobre sua condição de saúde enquanto lutava contra o HIV, doença sexualmente transmissível na qual era temida pela população brasileira entre as décadas de 80 e 90. Já no século XXI, com a falta de casos de DSTs noticiados, acontece uma banalização por grande parte dos jovens entre 20 e 29 anos. Essa trivialização sobre doenças tão sérias causam inúmeros problemas individuais e de saúde pública, e se devem ao fato da falta de debate entre os jovens sobre o assunto, além da escassez de projetos conscientizadores que alertem o jovem brasileiro a tomar medidas de prevenção.
Apesar de estarmos na era da informação e o acesso à tecnologia ser muito amplo para os jovens, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis ainda afeta uma demasiada parte dos brasileiros. Isso acontece, principalmente, pela falta de conversa por parte dos pais dessa nova geração, que não instruem seus filhos sobre a importância da prevenção, somado à falta de discussão sobre o assunto nas escolas, que é a responsável por levar conhecimento ao cidadão desde à infância. Segundo pesquisa divulgada pela Pcap, 43,4% dos jovens entrevistados não usaram preservativo durante o sexo casual. Diante desse exposto, é evidente a banalização da juventude frente à doenças sexualmente transmissíveis, onde fez com que o uso de preservativos, uma das formas mais seguras e eficazes de combater essas doenças, caísse em desuso.
Ademais, a preocupação em criar projetos visando a prevenção de DSTs acontece majoritariamente uma vez por ano, durante o carnaval, festival mais popular e tradicional do país. Portanto, apesar do carnaval ser um dos maiores epicentros para contrair DSTs, ele não é o único. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa a própria existência. Entretanto, os jovens não pensam nas possíveis consequências que podem enfrentar ao longo da vida após consumir suficientemente uma vez do prazer sem segurança.
Logo, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas mais eficaz. Com isso, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação e com apoio do Governo Federal, deve investir ainda mais em campanhas de prevenção de doenças sexualmente trasmissíveis nas escolas e municípios de todo o país durante o ano todo, a fim de garantir uma diminuição em um dos problema de saúde pública que afeta tantos jovens brasileiros, com foco principal na importância do uso de preservativos e os malefícios ao negligenciá-lo. Só assim , os indivíduos jovens não apenas viverão, mas viverão com mais saúde e mentalidade para instruir os próximos futuros jovens.