O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 08/07/2021
O livro “Depois Daquela Viagem” conta a história de uma jovem que precisa lidar com o fato de ser portadora da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma DST, isto é, Doença Sexualmente Transmissível. Fora dos livros, o aumento destas doenças entre os jovens têm crescido exponencialmente. Ao refletir a respeito da problemática, no século XXI, ocorre em virtude da banalização das DSTs entre os adolescentes, o que acarreta em diversos danos físicos e sociais. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber que, com a ascensão das mídias sociais e de estudos científicos, ocorreu a superestimação dos sintomas e da gravidade das doenças. Diante disso, segundo o G1, cerca de 40% dos jovens entre 13 a 15 anos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual. De maneira análoga, devido aos sucessos de tratamentos, os jovens descuidaram com o uso de proteção em relações sexuais, e as camisinhas entraram em desuso.
Desse modo, o paciente, além de sofrer com os sintomas físicos, é prejudicado com os danos sociais. À vista disso, nota-se que mesmo na era de maior informação, ocorre o preconceito com essa parte da população, o que é infundado, uma vez que com medidas de proteção devidamente tomadas não tem algum risco de contrair alguma DST. Seguindo essa linha de pensamento, por exemplo, o filme “Filadélfia”, o qual mostra os desafios de um recém advogado precisa lidar por ter AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), o rapaz precisa enfrentar as constantes piadas preconceituosas e exclusão em seu local de trabalho. Logo, isso afeta a saúde mental dos portadores, deixando-os vulneráveis para ter ainda mais para desenvolver ansiedade e depressão.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que as Mídias Sociais, em parceria com influenciadores jovens desenvolvam campanhas midiáticas sobre a importância da proteção da hora do sexo, principalmente no Instagram e Twiter, redes que os jovens mais usam, de modo que os adolescentes se consientizem acerca das DSTs, com o objetivo de que a banalização dessas doenças seja ínfimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao preconceito das vítimas de tais enfermidades, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e histórias, como a do livro “Depois Daquela Viagem” perdurem na ficção.