O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 11/07/2021
Ao afirmar, em sua celebre canção “O tempo não para”, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois o aumento de DSTs no Brasil não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde a década de 1980, segundo o jornal Carta Capital. Desse modo, na contemporaneidade, as dificuldades ainda persistem, seja pela falta de conhecimento sobre as doenças sexualmente transmissíveis, seja pela base educacional lacunar.
Em primeira análise, a falta de compreensão à respeito das DSTs, mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo e visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Logo, isso justifica uma das causas do aumento da enfermidade: se as pessoas não têm acesso à informação constantemente sobre DSTs, sua visão será limitada, o que dificulta a resolutiva da problemática.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da base educacional deficitária. Segundo o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa pespectiva, a escola tem papel fundamental na formação da educação, se ela não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, é necessário que o Estado se atenta e invista mais recursos para que ela cumpra sua função com eficiência.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para a resolução do quadro atual. Para isso, o Ministério da Educação, deve adotar mudança na grade curricular do 7° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio de todas as escolas do país, incluindo a matéria nominada “Conhecendo e Prevenindo-se das DSTs”, com o intuito de que os alunos, anualmente estudem as doenças sexualmente transmissíveis, por meio de aulas teóricas e exposições, também, para melhor compreenção sobre o assunto, é necessário que essa matéria seja ministrada por psicopedagogos especializados na área educativa sexual.