O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/07/2021

No início da década 1960, houve o advento da pílula anticoncepcional, que logo teve uma alta adesão em todo o mundo. Hodiernamente, tal método contraceptivo ainda tem muito mais adeptos que a camisinha, método que protege tanto da gravidez indesejada, quanto de doenças sexualmente transmissíveis, sendo muito mais completo. Uma vez que, atualmente, os jovens brasileiros dispõem de muito mais informações à sua disposição, surge um paradoxo: como mais políticas de prevenção se relacionam com a menor preocupação com sexo desprotegido, e destarte, o aumento de DSTs entre tal camada social?

Inicialmente, é fulcral salientar que há uma banalização dos métodos de prevenção de tais patologias, dado que a preocupação dos jovens se concentra em impedir uma gestação indesejada. É notório que apesar do senso comum de que uma cópula sem camisinha pode levar a doenças, tal consenso é ainda uma ideia distante e imprecisa para a maioria dos jovens canarinhos, levando a preterir tal método contraceptivo. Tendo isso em vista, tal problemática fere o artigo 196 da Constituição Brasileira, que garante que é dever do Estado tomar medidas eficientes para a redução de risco de doenças.

Nesse sentido, é indiscutível que as providências das quais o Governo Brasileiro já tomou perante essa temática foram meramente paliativas, posto que não surtiram efeitos decisivos. Ao analisar as campanhas federais que tinham como ônus informar os jovens adultos sobre a importância da prevenção de DSTs, nota-se que poderiam ser muito mais efetivas se já tivessem sido introduzidas desde a pré-adolescência. Ou seja, a educação sexual durante todo o período de ensino médio das escolas brasileiras poderia consolidar definitivamente o saber sobre os prejuízos do coito desprotegido. Dessa forma, se prova ser muito mais categórica a adoção de medidas educativas sobre o assunto, não apenas apelativas e distantes do cotidiano juvenil.

Portanto, é imperativo que ações sejam tomadas para mediar tal questão em razão dela estar ferindo a Constituição. O Ministério da Educação – órgão que comanda todo o sistema educacional brasileiro – deve implementar inadiavelmente a educação sexual durante o ensino médio em todo território tupiniquim, tanto rede privada quanto pública; por meio da contratação de profissionais capacitados para a instrução de tal disciplina com o objetivo que todos os púberes estejam plenamente conscientes da importância crucial de barrar a tendência de aumento das DSTs e assim, caminhar para uma sociedade mais saudável e segura.