O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/07/2021
A série “Elite” retrata a vida da personagem Marina, filha de milionários, que com 14 anos descobre ser portadora do vírus HIV. A família tenta esconder seu diagnóstico, mas em certo momento a história acaba vindo à tona e ela decide encarar a situação e contar que é HIV positiva. A personagem passa a lidar com a mudança no comportamento das pessoas após saber sobre o vírus, mas não se deixa abater e consegue ser uma porta-voz sobre como qualquer pessoa pode ser portadora e transmitir a doença. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pode-se relacionar à conjuntura hodierna. Gradativamente, o número de jovens com doenças sexualmente transmissíveis vêm aumentando, devido alguns comportamentos dos indivíduos. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o aumento de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) entre os jovens. Nesse sentido, os jovens são os que tem mais chance de se infectar pelas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Isso porque a adolescência envolve o desejo de autonomia, com relações com múltiplos parceiros sexuais, uso menos frequente de preservativos e uso de drogas durante a prática sexual. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil os adolescentes e jovens adultos são o grupo que mais contribui para aumentar as estatísticas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), desse modo, isso faz com que medidas sejam revisadas.
Ademais, é importante ressaltar a falta de informação como impulsionador do aumento das infecções no Brasil e a ausência de diálogo entre pais e filhos, fazendo com que os jovens não se protejam nas relações sexuais, usando preservativos. No grupo de homens que fazem sexo com homens, mulheres trans e travestis também se somam fatores como maior dificuldade de acesso ao sistema de saúde, falta de acolhimento e aconselhamento nestes serviços, entre outras vulnerabilidades sociais e econômicas.
Portanto, é imprescindível que o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, invista em campanhas de informação, debates e palestras nas escolas para alunos e pais sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), os riscos da contaminação e as formas de tratamento, mas explicar que não é porque existem métodos para tratar que os jovens não precisam se cuidar, a criação de programas de acolhimento e informação em postos de saúde, por meio de uma projeto de lei entregue à Câmara, além de criar campanhas publicitárias transmitidas pela mídia, a fim de conscientizar sobre os riscos da contaminação e as formas de prevenção. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.