O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/07/2021

Em ‘’Sex Education’’, série americana de grande sucesso na atualidade, é apresentado em um de seus episódios um surto de clamídia na escola; apesar de se tratar de uma DST, tal circunstância leva os alunos ao desespero pois acreditavam veemente que a disseminação dessa patologia era pelo ar. Já fora da ficção, apesar da sociedade estar munida de informações à disposição sobre métodos preventivos, nota-se um aumento exponencial de casos de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens. Com efeito, se faz fulcral a discussão dessa mazela social, com o ônus de intervir e mediar tal situação.

Inicialmente, é primordial salientar que há uma banalização dos métodos de prevenção de tais patologias pelos púberes, dado que não se encontram mais em uma geração na qual o diagnóstico de HIV era uma sentença de morte. Inegavelmente, a epidemia de HIV e AIDS que ceifou a vida de tantas pessoas - entre elas celebridades - durante as décadas de 80 e 90, aparenta, contemporaneamente, ser uma situação superada; Tal fato ocasiona uma espécie de negligência no uso de camisinha, muitas vezes inconsciente, nos jovens modernos. Tendo isso em vista, tal problemática fere o artigo 196 da Constituição brasileira, que garante que é dever do Estado tomar medidas eficientes para a redução de risco de doenças.

Nesse sentido, é seguro mencionar que as ações das quais o Governo brasileiro já tomou perante essa temática foram superficiais, sendo necessária a adoção de providências que ajam no âmago do impasse. Parafraseando uma fala de Pedro Chequer, médico representante da ONU, é necessário abordar a questão sexual cada vez mais cedo em escolas. Ou seja, é essencial a adoção da disciplina de educação sexual desde o ensino fundamental nas instituições educativas, pois durante o ensino médio, a maior parte dos estudantes já iniciaram sua vida sexual e muitos já abandonaram os estudos.

Portanto, é imperativo que ações sejam tomadas para mediar tal questão em razão dela estar ferindo a Constituição. O Ministério da Educação – órgão que comanda todo o sistema educacional brasileiro – deve implementar inadiavelmente a educação sexual durante o ensino médio em todo território tupiniquim, tanto rede privada quanto pública; por meio da contratação de profissionais capacitados para a instrução de tal disciplina com o objetivo que todos os púberes estejam plenamente conscientes da importância crucial de barrar a tendência de aumento das DSTs e, assim, caminhar para uma sociedade mais saudável e segura.