O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/07/2021

A pandemia da aids assombrou a população mundial. Diversos homossexuais, sobretudo, morreram em um curto intervalo de tempo. As mortes tinham um aspecto horrível e a doença possuía uma cara: pessoas com aparência esquelética e com envolvimento cutâneo. Transcorrido algumas décadas, observa-se o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os jovens brasileiros e isso se deve pela falta de campanhas que responsabiliza o sujeito pelas suas ações e pela liberdade sexual que a juventude vivencia atrelada ao tabu da sexualidade.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que não basta apenas ofertar ao sujeito o preservativo ou enchê-lo de campanhas informativas baseadas no medo de adquirir uma infecção ou uma doença sexualmente transmissível. Segundo o jornal Gazeta do Povo, ninguém mais morre de aids quem corretamente faz uso dos retrovirais. Nessa perspectiva, as novas gerações não vivenciam o medo de contrair um vírus que era letal e que matava em um curto espaço de tempo, como ocorrido nos anos 80 e 90 - início da descoberta da doença. Assim, para que seja efetiva qualquer campanha, torna-se necessário que cada pessoa se responsabilize frente suas escolhas, isto é, a importância de assumir e se responsabilizar pelas consequências de não querer usar o preservativo.

Além da falta de uso dos preservativos, o aumento das doenças sexualmente transmissíveis também diz respeito à liberdade sexual a qual os jovens vivenciam. Esta questão é um ponto positivo, pois demonstra o quanto que, na atualidade, os indivíduos conseguem ter mais experiências sexuais com outras pessoas com menos repressão da cultura. No século XX, o médico alemão Sigmund Freud postulou em seus livros as diversas manifestações histéricas e psicóticas decorrentes de uma moral sexual que estrangulava psiquicamente sobretudo as mulheres. Apesar de as pessoas estarem mais livres dessa coibição, paradoxalmente a sexualidade não deixou de ser um tabu, pois as escolas e as famílias, por exemplo, dificilmente falam sobre o tema.

Torna-se evidente, portanto, que as pessoas devem assumir a responsabilidade ao não usar a camisinha, conscientes de que podem ser contaminadas. Somado a isso, é imprescindível que a discussão não seja moral ao orientar as pessoas a não vivenciar a sexualidade ou a reduzir drasticamente seus parceiros sexuais. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com escolas e famílias, aborde a questão sobre a sexualidade. Isso pode ser feito com discussões em salas de aula, por meio de debates com os alunos e seus pais, numa troca de experiências amistosas com o objetivo de fazer com que os jovens possam escolher se querem, ou não, correr o risco de serem acometidos de uma infecção caso se exponham a um comportamento sexual de risco.