O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/07/2021
O livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, do autor Machado de Assis, retrata a vida de um “defunto-autor”, no qual diz que não teria filhos, a fim de nunca esclarecer os legados das misérias humanas para ninguém. Paralelamente, essa obra se relaciona diretamente à sociedade brasileira, uma vez que constituem desafios a serem superados para a diminuição de casos de DSTs entre os jovens. Desse modo, faz-se imperiosa a análise da carência de medidas governamentais e da busca por prazeres instantâneos.
Em primeiro lugar, ressalta-se que a falta de ações do governo favorece nesse quadro. Nessa conjuntura, esse problema vem se permeando na sociedade e culminando uma série de consequências, a exemplo disso é a lotação das vagas nos hospitais públicos. Nesse viés, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu papel de garantir que os cidadãos disfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que, infelizmente, é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que a busca por desejos imediatos são ruins para o jovem. Nessa pespectiva, segundo a filósofa Hannah Arendt, o mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Haja vista que, por muitas vezes, as DSTs são observadas como algo comum atualmente e associado a falta de responsabilidades dos jovens, causando uma certa pressão psicológica no infectado por parte da sociedade, refletindo no distanciamento das pessoas do seu ciclo social. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a permanecer.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os obstáculos. Destarte, o Ministério da Educação com seu poder transformador, por meio de verbas governamentais, promova palestras com profissionais da saúde através de redes midiáticas (redes sociais, televisivas), com o objetivo de informar os jovens do perigo das DSTs e de como se prevenir dela. Assim, estabelecendo uma sociedade saudável, em que o Estado cumpra seu “contrato social”, tal previsto por John Locke.