O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/07/2021

Em ‘’Sex Education’’, série americana de grande sucesso na atualidade, é apresentado, em um de seus episódios, um surto de clamídia na escola. Apesar de se tratar de uma DST (doença sexualmente transmissível), tal circunstância leva os alunos ao desespero, pois acreditavam veemente que a disseminação dessa patologia era conduzida através do ar. Já fora da ficção, ainda que a sociedade esteja munida de informações à disposição sobre métodos preventivos, nota-se um aumento exponencial de casos de enfermidades sexualmente transmissíveis entre os jovens. Com efeito, se faz fulcral a discussão dessa mazela social, com o ônus de intervir e mediar tal situação.

Inicialmente, é primordial salientar que há uma banalização dos métodos de prevenção de tais patologias pelos púberes, visto que o receio de uma contaminação no ato sexual aparenta ser, hodiernamente, distante da realidade. Para exemplificar, durante as décadas de 80 e 90, o diagnóstico de AIDS era uma sentença de morte, e contemporaneamente, aparenta ser uma situação superada e obsoleta. Entretanto, ela apenas se tornou uma conjuntura arcaica, graças ao uso da camisinha, e portanto, a negligência no emprego desse método preventivo preconiza uma propensão à volta de tal contexto infortúnio. Tendo isso em vista, tal problemática fere o artigo 196 da Constituição Brasileira, que garante que é dever do Estado tomar medidas eficientes para a redução de risco de doenças.

Nesse sentido, torna-se impreterível a adoção de providências que ajam no âmago do impasse. Parafraseando uma fala de Pedro Chequer, médico representante da ONU, é necessário abordar a questão cada vez mais cedo em escolas, pela educação sexual. Ou seja, é essencial a adoção da disciplina de educação sexual, desde o ensino fundamental, nas instituições educativas, pois, durante o ensino médio, a maior parte dos estudantes já iniciaram sua vida sexual e muitos já abandonaram os estudos. Por conseguinte, a fim de barrar a tendência de crescimento de DSTs em solo canarinho, deve-se investir na educação apropriada dos jovens acerca do assunto.

É imperativo, portanto, que ações sejam tomadas para mediar tal questão em razão dela estar ferindo a Constituição. O Ministério da Educação – órgão que comanda todo o sistema educacional brasileiro – deve implementar, inadiavelmente, a educação sexual durante o ensino fundamental e médio em todo território tupiniquim, tanto na rede privada quanto pública. Tal ação deve feita por meio da contratação de profissionais capacitados para a instrução de tal disciplina, com o objetivo que todos os púberes estejam plenamente conscientes da importância crucial de barrar a tendência de aumento das DSTs e, assim, caminhar para uma sociedade mais saudável e segura.