O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 25/07/2021

Em ‘’Sex Education’’, série americana de grande sucesso na atualidade, é apresentado, em um de seus episódios, um surto de clamídia na escola. Apesar de se tratar de uma DST (doença sexualmente transmissível), tal circunstância leva os alunos ao desespero, pois acreditavam veemente que a disseminação dessa patologia era conduzida pelo ar. Paralelamente à ficção, nota-se um aumento exponencial de casos de enfermidades sexualmente transmissíveis entre os jovens. Tal constatação, porquanto, demonstra que há uma lacuna na educação sexual nos canarinhos, que se desdobra em uma mazela social, sendo assim, necessária a ação governamental na problemática.

Inicialmente, é primordial salientar que há uma banalização dos métodos de prevenção de tais patologias pelos púberes, visto que o receio de uma contaminação no ato sexual aparenta ser, hodiernamente, distante da realidade. Para exemplificar, durante as décadas de 80 e 90, o diagnóstico de AIDS que antes era uma sentença de morte, aparenta ser, contemporaneamente, uma situação superada e obsoleta. Entretanto, ela apenas se tornou uma conjuntura arcaica devido ao uso da camisinha, e, dessa maneira, a negligência no emprego desse método preventivo preconiza uma propensão à volta de tal contexto nefasto. Tendo isso em vista, tal problemática fere o Artigo 196 da Constituição Brasileira, que garante que é dever do Estado tomar medidas eficientes para a redução de risco de doenças.

Nesse sentido, torna-se impreterível a adoção de providências que ajam no âmago do impasse. Conforme salienta Pedro Chequer, médico representante da ONU, é necessário abordar a questão cada vez mais cedo nas escolas, pela educação sexual. Ou seja, é essencial a adoção da disciplina de educação sexual, desde o ensino fundamental, nas instituições educativas, pois, durante o ensino médio, a maior parte dos estudantes já iniciou sua vida sexual e muitos já abandonaram os estudos. Em suma, é imprescindível que os jovens, durante sua formação, obtenham o mínimo de informação, para que assim ocorra uma diminuição dos riscos de infecções e transmissões de DSTs.

Portanto, é imperativo que ações sejam tomadas para mediar tal questão em razão de estar ferindo a Constituição. Logo, cabe ao Ministério da Educação – órgão que comanda todo o sistema educacional brasileiro – implementar, inadiavelmente, a educação sexual durante o ensino fundamental e médio em todo território tupiniquim, tanto na rede privada quanto pública. Tal ação deve ser feita por meio da contratação de profissionais capacitados para a instrução dessa disciplina, com o objetivo de que todos os púberes estejam plenamente conscientes da importância crucial de barrar a tendência de aumento das DSTs e, assim, construir uma sociedade distante do cenário insipiente do seriado.