O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/07/2021
Em ‘’Sex Education’’, série americana de grande sucesso na atualidade, é apresentado em um de seus episódios, um surto de clamídia na escola. Apesar de se tratar de uma DST (doença sexualmente transmissível), a circunstância leva os alunos ao desespero, pois acreditavam veemente que a disseminação dessa patologia era conduzida pelo ar. Paralelamente à ficção, nota-se um aumento exponencial de casos de enfermidades sexualmente transmissíveis entre os jovens. Essa constatação, porquanto, demonstra que há uma lacuna na educação sexual dos canarinhos que está sendo fomentada pela negligência do Governo perante à situação.
Inicialmente, é primordial salientar que há uma banalização dos métodos de prevenção dessas patologias pelos púberes, visto que o receio de uma contaminação no ato sexual aparenta ser, hodiernamente, distante da realidade. Para exemplificar, durante as décadas de 80 e 90, o diagnóstico de AIDS que antes era uma sentença de morte, aparenta ser, contemporaneamente, uma situação superada e obsoleta. Entretanto, ela apenas se tornou uma conjuntura arcaica devido ao uso da camisinha, e, dessa maneira, a negligência no emprego desse método preventivo preconiza uma propensão à volta desse contexto nefasto. Tendo isso em vista, essa problemática fere o Artigo 196 da Constituição Brasileira, que garante que é dever do Estado tomar medidas eficientes para a redução de risco de doenças.
Nesse sentido, é fulcral que a conjuntura de inobservância estatal desprenda-se da inércia hodierna sobre a questão, adotando providências que ajam no âmago do impasse. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, mantém-se contra a educação sexual em escolas. Esse posicionamento governamental apenas perpetua e incentiva o aumento dos dados supracitados sobre as transmissões de DSTs. Uma vez que durante o ensino médio, a maior parte dos estudantes já iniciou sua vida sexual e muitos já abandonaram os estudos, a adoção disciplina de educação sexual desde o ensino fundamental nas instituições educativas é decisiva para diminuir os riscos de contaminação sexual.
Portanto, é imperativo que ações sejam tomadas para mediar tal questão em razão de estar ferindo a Constituição. Logo, cabe ao Ministério da Educação – órgão que comanda todo o sistema educacional brasileiro – implementar a educação sexual durante o ensino fundamental e médio em todo território tupiniquim, tanto na rede privada quanto pública. A ação deve ser feita por meio da contratação de profissionais capacitados da área, com o objetivo de que todos os púberes estejam plenamente conscientes da importância crucial de barrar a tendência de aumento das DSTs.