O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/08/2021

As Doenças sexualmentes transmissíveis (DSTs), ou o nome mais atual Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) obtiveram aumento após o advento da tecnologia, a partir da popularização da pílula anticoncepcional, a preocupação dos jovens brasileiros com os métodos contraceptivos (para evitar a gravidez indesejada) é maior do que as doenças preocupantes, além da ineficácia das campanhas de intevenção do Estado e a dificuldade da familia quanto a conversa sobre o sexo.

Em primeiro lugar, é válido frisar que a educação sexual nas escolas e na família dialoga com uma necessidade de combater as enfermidades e, consequentemente, não pode ser deixada em segundo plano. Para entender essa lógica, pode-se mencionar o filosófo Paulo Freire, o qual, na frase “se a educação sozinha não transforma, sem ela tampouco a sociedade muda” ratifica a importância de educar os cidadões e principalmente os jovens. Porém, há um grande tabu no Brasil sobre a conversa sobre o sexo, principalmente nos colégios e parentes o que dificulta a construção da responsabilização e prevenção dos adolescentes, o que causa a desinformação sobre tal assunto.

Outrossim, a partir do momento que o Governo brasileiro conseguiu um certo êxito na luta contra Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), houve uma têndencia a não se preocupar tanto com as outras infecções e doenças transmitidas sexualmente. Além disso, a ineficiência do estado em garantir campanhas de prevenção contra essas moléstias, é importante ressaltar que os jovens exigem uma linguagem específica que muitas vezes não é utilizada, e também muitas das vezes não é divulgada em todas as épocas do ano, como deveria ser feito. O individuo infectado sofre danos neutrologicos, reprodutivos e até mesmo social, ou seja preconceitos.

Desarte, fica clara a necessidade de médidas públicas para a alteração desse cénario de desinformações, métodos ineficazes, preconceito e dificuldades de  conversar sobre o assunto, para isso é preciso que o Ministério de Saúde invista em campanhas mídiaticas voltadas as pessoas na juventude, com uma linguagem própria que deve ser explorada, por meio do canal de comunicação mais usado por elas, as redes sociais com pessoas expecíficas que esse grupo gosta, dando a orientação sexual mais próxima da realidade.