O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/08/2021
A partir de 1970, o Brasil acompanhou o avanço dos métodos contraceptivos no mundo, popularizando seu uso e sua necessidade. Entretanto, contrastando com tal época, atualmente, os jovens brasileiros simbolizam o aumento dos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) não apenas pelo recuso à proteção sexual, mas também pela banalização dos males dessas patologias.
Em primeira análise, vale ressaltar que, no Brasil, o preservativo, mesmo sendo comprovadamente eficiente na proteção de DSTs, ainda é visto com incômodo por algumas pessoas que dispensam o seu uso - como demonstra a pesquisa realizada pelo site de notícias UOL em que 60% dos entrevistados não utilizam a camisinha. Dessa forma, tal comportamento demonstra a falta de responsabilidade geracional que acompanha os jovens brasileiros.
Além disso, é importante notar que, com o progresso da medicina atual, algumas patologias foram controladas com medicamentos - como a AIDS pelo uso do “coquetel”. Nesse contexto, muitos jovens trivializam o uso constante de métodos contraceptivos por não temerem as doenças em que há remédios eficientes, garantindo uma falsa ideia de segurança coletiva. Assim, não apenas as enfermidades são banalizadas, mas também as consequências dessas para o corpo individual e coletivo.
Portanto, percebe-se a importância de medidas efetivas para conter o avanço de DSTs no Brasil. Para isso, faz-se necessário, principalmente, a participação conjunta entre Ministério da Saúde e da Educação. Essa iniciativa tem por finalidade promover ações nas escolas públicas e privadas com debates sobre educação sexual, desde a adolescência, e as consequências da não proteção individual, usando a participação de médicos e professores. Ademais, é necessário que os pais se empenhem nas discussões que envolvam o tema, reforçando a responsabilidade de cada um na sociedade. A partir dessas medidas, o Brasil poderá avançar contra as DSTs que assolam os jovens no país.