O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/08/2021

No seriado “Sex Education” é retratado o cotidiano de Ottis, um jovem que usa seu vasto conhecimento sobre educação sexual para ensinar outros adolescentes sobre questões sexuais, como a importância do uso de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Embora a trama demonstre a necessidade de alertar sobre o uso de camisinha, por exemplo, a malha social brasileira não apresenta a mesma preocupação, já que as taxas de DSTs são crescentes. Decerto, isso é ocasionado tanto pela influência midiática, quanto pela falta de debates. Assim, é fundamental discutir e buscar soluções que atenuem essa chaga social.

Sob esse viés, a mídia é uma potencial geradora de novos padrões. Nessa óptica, observa-se que a influência das séries, como o seriado espanhol “Elite”, no qual os jovens de “Las Encinas”, uma escola elitista da Espanha, constantemente se relacionam com diversas pessoas sem o uso de métodos de proteção. Por certo, isso gera nos adolescentes o desejo de seguir esse estilo de vida, o qual, consequentemente, moldam o comportamento do público-alvo, fato que torna as relações sexuais arriscadas, haja vista que facilita a disseminação de doenças. Dessa maneira, enquanto a influência midiática for negativa os jovens brasileiros estarão vulneráveis a enfermidades como, sífilis e HIV.

Além disso, ressalta-se que a lacuna no debate acerca das DSTs é outro fator que corrobora esse quadro deletério. Nessa perspectiva, o filósofo Arthur Schopenhauer defende que os limites da visão de uma pessoa determinam seu conhecimento sobre o mundo. Em concomitância a esse pensamento, percebe-se que a população verde-amarela não obtém informações adequadas sobre doenças sexualmente transmissíveis e as suas consequências para a saúde do ser humano. Dessa forma, é evidente que a escassez de debates limita a visão dos indivíduos e os expõem a situações e comportamentos considerados de risco.

Logo, medidas devem ser tomadas para coibir os efeitos negativos da mídia e da falta de educação sexual no País. Nesse sentido, o Ministério da Educação (MEC), deve agir para minimizar esse entrave. Este, em parceria com os meios de comunicação, como o rádio e a televisão, deve criar propagandas, que contem com a participação de nomes influentes, a exemplo do Dr. Dráuzio Varella, de modo a orientar os jovens sobre a importância do uso de preservativos como modo de evitar o contágio de infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e o HPV. Somado a isso, o MEC reformulará as bases do ensino médio, com o fito de acrescentar educação sexual como matéria, tendo em vista a ampliação da visão dos indivíduos sobre o assunto. Desse modo, os problemas relacionados ao aumento de DSTs será atenuado e a sociedade será beneficiada pela melhoria da saúde pública do País.