O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/08/2021
Na década dos anos 80 o vírus do HIV, de natureza até então desconhecida, afligiu os Estados Unidos dando origem a um estigma negativo aos portadores desse vírus. Atualmente, no Brasil, ainda se mantém um grande preconceito e falta de conhecimento relacionado a doenças sexualmente transmissíveis. Isso se evidencia não apenas no aumento de jovens com DST como também na exclusão de portadores dessas doenças.
Diante desse cenário, é possível destacar a evolução nos casos de DST entre a população brasileira, principalmente entre os jovens. Dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids revelaram aumento de 64,9% das infecções sexualmente transmissíveis entre jovens de 15 a 19 anos, evidencia-se uma porcentagem maior entre os mais pobres. A ignorância e o desconhecimento são um dos principais motivadores para esse infeliz aumento.
Além isso, a discriminação de pessoas que convivem com alguma doença provoca um afastamento desses em sociedade. Segundo a UNAIDS, 64,1% das pessoas que têm HIV/aids sofreram alguma forma de discriminação, destes 21% foram excluídos de atividades sociais por serem soropositivos. O tabu pejorativo associado ao HIV machuca e torna-se um obstáculo na vida do portador.
Depreende-se, dessa forma, a urgência de ações interventoras com o fito de amenizar a questão. Para isso as escolas e os ONGS devem, por meio de palestras presenciais ou on-line, promover o debate acerca do assunto e dar visibilidade - voz - a pessoas infectadas. Nesse sentido, o intuito de tal ação é diminuir os casos de DST entre os jovens, desmitificar as concepções erradas sobre o tema e consequentemente, conscientizar a sociedade. Feito isso, o quadro será finalmente modificado no país.