O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/08/2021
O quarto álbum de estúdio de Madonna, “Like a prayer”, lançado em 1989, tem informações no encarte sobre a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), pois, na época, a doença era desprezada pela população por estar ligada a comunidade homoafetiva. Posteriormente, na contemporaneidade brasileira, observa-se o aumento de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) entre jovens brasileiros, seja pela banalização de preservativos juntamente a repressão e censura acerca de relações sexuais, além da negligência estatal em reverter tal panorama que se encontra nefasto na sociedade brasileira.
Em primeiro plano, é imperativo ressaltar que segundo o ministério da saúde, entre os anos de 2009 e 2019, houve o aumento de 64,9% das DSTs entre jovens de 15 a 19 anos. Dessarte, ao averiguar a pesquisa supracitada, depreende-se que o aumento de casos entre jovens dá-se pela falsa sensação de segurança, ou seja, a censura e a falta de informações coerentes e verdadeiras acerca do sexo tornam os jovens mais vulneráveis a eventos sem preservação. Assim sendo, quando não familiarizados com o cuidado para possíveis doenças sexualmente transmissíveis, os jovens brasileiros banalizam o uso de camisinha nas relações.
Ademais, é elementar que se leve em consideração a negligência estatal para mitigar os números em alta de DST entre jovens brasileiros, haja vista que a carência de programas e iniciativas de prevenção das populações mais vulneráveis colabora para o fomento destes números. Porquanto, também é de suprema necessidade focalizar que o avanço do conservadorismo, seja por parte governamental ou populacional, na sociedade dificulta o avanço da educação sexual em ambientes educacionais, sendo assim é preciso romper estruturas insalubres da sociedade para garantir acesso á proteção sexual de jovens do Brasil. .
Portanto, urge em prol de combater o aumento de DST entre jovens no Brasil a tomada de medidas. A priori, é de suma urgência que instituições formadoras de opinião –como escolas e universidades— juntamente ao ministério da saúde promover debates acerca da importância do uso de preservativos para diminuir o número de jovens com DST, através de palestras e seminários, com o escopo de formar uma juventude consciente da transmissão sexual de doenças. Outrossim, é vital que o Governo Federal crie em conjunto ao Sistema Único de Saúde (SUS) programas de proteção e garantia de preservação das sociedade juvenil em estado mais carente e vulnerável, como moradores de rua ou de extrema pobreza, a fim de garantir que todos jovens tenha acesso à informação e proteção contra DST. Então, somente assim, ter-se-á uma população com conhecimento e protegida de DST.