O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/08/2021
Desde o século XX, é notório o aprimoramento e a evolução da ciência em prol do combate à doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), com a criação de métodos cada vez mais eficazes para a prevenção e o controle das mesmas. Apesar deste cenário, o contágio entre a sociedade jovem brasileira é alarmante, consequência da negligência e dos tabus associados à relação sexual.
Com a metáfora “Mito da Caverna”, o filósofo Platão mostra os riscos de se viver na ignorância, o que pode se relacionar ao fato de que grande parte das pessoas em sua juventude, não se consideram do grupo de risco ou então sabem da proveniência das DSTs e mesmo assim não se relacionam com preservativos, mostrando o quanto estão aprisionados na incompreensão da verdade.
Além disto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com indivíduos de 12 a 18 anos, cerca de 42% dos entrevistados relatam não dialogar sobre a prática sexual, o que destaca como o sexo ainda é um tabu entre os jovens, seja no âmbito familiar ou escolar, podendo gerar nessa parcela da população dúvidas sobre o próprio corpo e a busca por informações que têm potencial de não serem verídicas.
Em virtude dos problemas mencionados, o Ministério da Saúde juntamente com as redes sociais mais utilizadas pelos jovens, podem promover campanhas e propagandas de conscientização diretamente para o público alvo, afim de promover fontes confiáveis para pesquisa, e, dados genuínos para que, aqueles que permanecem com atitudes e pensamentos equivocados, reflitem sobre o seu comportamento, e juntamente com o Ministério da Educação, promover materiais específicos sobre as DSTs, tanto para alunos, quanto para professores, assim os jovens podem tirar dúvidas e conversarem sobre o assunto nas escolas, além de levar a discussão para os lares, quebrando o empecilio da falta de comunicação.