O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/11/2021

A Constituição Federal de 1988 é o conjunto de leis fundamentais ao Brasil. Ela assegura, no seu artigo 6°, o direito à saúde como essencial a todo ao cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa é contraditória quando se observa a questão do aumento das DSTs entre jovens do país. Em resumo, esse cenário é inconcebível e desrespeita princípios importantes da vida social. Sendo assim, é imprescindível a discussão e superação desse impasse.

Primordialmente, segundo o estudo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), é destacado o enfraquecimento do Estado no que se refere à solução dos problemas da atual sociedade brasileira, como a saúde. Com isso, é possível afirmar que o aumento das transmissões de doenças sexualmente transmissíveis no Brasil é motivada pela ausência governamental do país, o que se torna inacabável de assentir, por se tratar de uma nação garantidora de direitos sociais.

Ademais, segundo o geógrafo brasileiro Milton Santos, em seu texto “cidadanias mutiladas”, a democracia só seria afetiva quando atendesse todo o corpo social. Contudo, segundo psicóloga e doutora em educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), menos de 20% das escolas públicas brasileiras têm educação sexual ampla e contínua no Ensino Fundamental, ou seja, essa situação não segue a Constituição Federal e nem segue a ideia democrática de Milton, bem como, não possui atenção adequada do poder público ao problema para que não seja preciso lidar com os pormenores do imbróglio.

Diante do exposto, é necessário que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o impasse discorrido. Para que a transmissão de DSTs no Brasil diminua, urge que o governo invista, por meio de verbas governamentais, em educação sexual nas escolas e, além disso, desenvolva palestras e projetos todos os anos para que os jovens sejam conscientizados sobre o problema. Espera-se, com isso, seguir os Direitos Humanos e a ideia democrática de Milton no Brasil.