O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/09/2021

É cognoscível que as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) já fizeram milhões de vítimas na decorrer dos anos, algumas delas famosas como Cazuza e Renato Russo, por exemplo. Todavia, apesar da sua sabida periculosidade, o aumento dos DSTs entre os jovens brasileiros ainda persiste. Isso deve-se, sobretudo, à persistência do tabu quanto à discussão sobre sexo seguro na sociedade. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo e vista mudar isso.

A princípio, convém ressaltar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um milhão de casos de DSTs surgem todos os dias, afetando jovens de 15 anos em diante. Nesse cenário, com indivíduos tão tenros sendo contaminados, vale destacar a ausência de diálogo e instrução com os pais e responsáveis como um dos motivos para esse número alarmante. Ou seja, o tratamento do assunto sexo e DSTs como tabu, só corroboram para deixar os jovens vulneráveis às perigos do sexo sem preservativo.

Outrossim, manter a escola como um agente omisso, acentua a problemática. De acordo com o sociólogo Émille Durkheim, a escola é um dos três pilares sociais responsáveis pela formação do indivíduo, no entanto, não abordar a saúde sexual com o público do canal, é escolher o risco de perpetuar o aumento de infecções, bem como não cumprir seu papel social.

Portanto, exoria elucidar essa questão. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, adjunto ao Ministério da Saúde, implantar a educação sexual nas escolas; para isso, ofertar palestras periódicas ministradas por especialistas aos jovens é uma possibilidade. Ademais, incentivar a participação do público adulto como pais e responsáveis, por exemplo, é essencial. Desse modo, mais pessoas – independentemente da idade – estariam melhor informadas sobre os perigos do sexo sem preservativo, assim como, esse assunto deixaria de ser tratado como tabu na sociedade moderna.